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O começo, o meio e o fim. Se quiser ter sucesso no mundo louco de hoje, você precisa mostrar sua personalidade, seu senso de humor e, acima de tudo, abrir seu coração.Eu não me furtaria a isso também: ANTONIO CARLOS MACEDO DOS SANTOS, licenciado em Educação Física, Pedagogia e especialista em Desenvolvimento Psicomotor, 68 anos, casado e feliz, alegre, otimista e pé no chão. Amo música, esportes, um bom livro, filmes, sou eclético nisso. Para saber mais sobre mim, navegue pelo meu blog, conheça minhas opiniões, paixões e descubra o que me inspira... e o que pode inspirar você também! Siga-me!

domingo, 16 de abril de 2023

ATIVIDADES DE CALIGRAFIA

                                   


                                 

A caligrafia fornece experiências sensoriais, o que contribui para que o cérebro se torne mais receptivo a estímulos que favorecem a aprendizagem, por conta da integração sensório-motora.


        Todos nós atualmente estamos escrevendo cada vez menos. A caneta vem sendo substituída pelo teclado e, consequentemente, muitos de nossos registros são feitos pelos nossos celulares, computadores, tablets e não mais, cada vez menos usamos o papel, o lápis ou a caneta. 

        Certamente, essas novas tecnologias agilizam o nosso dia a dia, nossas funções sociais e são mais práticas de manusear, deixando cada vez mais o bom e velho lápis obsoleto. Como tudo bem seu preço, essa mudança de hábito tem suas desvantagens também. 

       Pesquisas recentes apresentam a importância da caligrafia para o desenvolvimento  motor e cognitivo, e seus resultados são bem interessantes. 

O que é a Caligrafia?

        Quem pensa na caligrafia como sendo unicamente o “desenho” das letras, o que a tornaria somente uma habilidade motora, se engana. Caligrafia é diferente de desenho. Caligrafia tem fins linguísticos, pois ao escrever, transferimos para o papel símbolos que decodificam os sons da nossa linguagem falada e, para isso, precisamos de conhecimento ortográfico. Portanto, caligrafar, significa integrar o conhecimento linguístico ao controle motor e, consequentemente, à sua estimulação mental.

 A letra cursiva é importante?

          Sim, é. Pois, quando trabalhamos a letra cursiva, estamos estimulando o desenvolvimento infantil. Isso porque a escrita pode se tornar uma manifestação do pensamento. Ela nos permite, com mais destreza e velocidade, expressar nossos pensamentos. Sendo assim, com a prática e o uso da letra cursiva, nossas ideias podem se tornar mais fluídas, pois a partir da escrita cursiva, conseguimos realizar a continuidade de nosso pensamento.

          Não estamos aqui afirmando que a letra de imprensa, caixa alta ou bastão, como alguns conhecem, não deva ser utilizada, ou seja menos importante. Ela, efetivamente, tem sua devida relevância dentro do processo de reconhecimento das letras durante o início da alfabetização.

A letra cursiva é importante?

         Sim, é. Pois, quando trabalhamos a letra cursiva, estamos estimulando o desenvolvimento infantil. Isso porque a escrita pode se tornar uma manifestação cognitiva. Ela nos permite, com mais destreza e velocidade, expressar nossos pensamentos. Sendo assim, com a prática e o uso da letra cursiva, nossas ideias podem se tornar mais fluidas, pois a partir da escrita cursiva, conseguimos realizar a continuidade do pensamento. 

          Não estamos aqui afirmando que a letra de imprensa, caixa alta ou bastão, como conhecemos, não deva ser utilizada. Ela, efetivamente, tem sua devida importância dentro do processo de reconhecimento das letras durante a o início da alfabetização, e isso é um fator importantíssimo para o processo de alfabetização.

          Estudos demonstram que a caligrafia cursiva é importante para áreas relacionadas ao aprendizado e a memória sejam estimuladas. O monitoramento da atividade elétrica cerebral nesses estudos observou que crianças que utilizavam a caligrafia foram as que mais ativaram as áreas responsáveis pelo aprendizado e memória cerebral, mesmo quando feita em uma tela digital.

          Nesse sentido, a integração sensório-motora, promovidas tanto pela caligrafia e o desenho auxilia a maturação cerebral,  tornando os impulsos sinápticos mais receptivos a estímulos que favorecem os estímulos de aprendizagem. 


A CALIGRAFIA E O DESENVOLVIMENTO MOTOR E COGNITIVO

1. Escrever à mão deixa o cérebro mais receptivo a estímulos

          Ao utilizarmos a escrita cursiva, despertamos em nosso cérebro várias situações de estímulo. Nesse momento, ativivamos as áreas relativas à racionalidade e cognição, bem como as emoções e memória corporal. 

                                          Fonte: https://www.todamateria.com.br/cerebro/


                                  Fonte: https://folhapress.folha.com.br/arte/32325

2. Escrever à mão ajuda a desenvolver uma maior noção corporal

            O ato da escrita envolve movimentos que estimulam vários músculos da mão e do antebraço, destacando-se o Oponente do polegar (atua no movimento de oponência); Flexores longos e curtos dos dedos (atua na flexão dos dedos); Abdutor curto do polegar (atua na flexão do polegar). A tensão criada com o movimento da escrita, ao entrar em posição é seguida pela necessidade de desenvolver habilidades motoras finas para sua execução. O cérebro e o corpo se unem para comandar todos os pequenos movimentos das mãos, punho e dedos, suportados pelo antebraço, numa sincronia bem afinada.

 3. Escrever à mão melhora conexões neurológicas

            A caligrafia estimula vários circuitos neurológicos que não são ativados quando digitamos com um teclado. Quando escrevemos à mão, estamos realizando um exercício mental que fortalece nossas conexões neurológicas com mais profundidade.

4. Escrever à mão ajuda o cérebro a reter as informações

            O movimento desenvolvido com a escrita a mã deixam uma impressão na área cerebral responsável pelo processamento das informações sensório-motora. Essas impressões criam mapas de memória da ação em nosso cérebro. Isso permite concluir que, apesar de todo o aparato tecnológico que temos atualmente, precisamos reforçar e continuar estimular as habilidades da caligrafia.

            Afinal, a escrita estimula lobos cerebrais responsáveis por funções importantes para o desenvolvimento cognitivo e motor.

(Fonte: https://institutoneurosaber.com.br/)



          Abaixo, portanto, deixamos algumas sugestões de atividades de caligrafia que podem contribuir com a integração sensório-motora de nossos alunos. 




 









E TEREMOS MAIS, AGUARDEM !

BOM TRABALHO!

domingo, 9 de abril de 2023

SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA ALUNOS AUTISTAS

 

      Mais recentemente, na escola onde trabalho, venho observando a insegurança das professoras recém contratadas no desenvolvimento das atividades na Educação Especial. São professoras em primeira experiência desse tipo, até então. Todas preocupadas em acolher e apoiar seus novos alunos, mas ainda lhe falta conhecimentos sobre o assunto. Então, a primeira criança torna-se a grande mestra, que auxiliará primeiro a desmistificar eventuais pré-conceitos decorrentes do escasso convívio com indivíduos com deficiência na fase escolar, e depois, impulsionar a aprender sobre o tema por meio de pesquisas, cursos de aperfeiçoamento e mesmo com o contato com outros profissionais, e absorvendo o maior número possível de informações e assim desempenhar com mais qualidade essa missão tão importante. Pensando nisso, aqui vão algumas sugestões para auxiliar nessa nobre missão.



PAREAMENTO DE CORES


Crie as suas...!!!

     Autistas apresentam atrasos e déficits significativos no desenvolvimento de habilidades sociais. Portanto, o trabalho com pistas visuais pode contribuir para a estimulação destas habilidades. As pistas de algumas situações do dia a dia devem ser utilizadas em suas rotinas. Veja alguns exemplos:



Crie as suas, como por exemplo: horário de ir ao parquinho, horário de sair do parquinho e assim vai...


       Ainda que existam muitas pesquisas sobre o processo de alfabetização no autismo, não conheço nenhum método que seja específico para o TEA - Transtorno de Espectro Autista. Sendo assim, a alfabetização no TEA demanda ajustes nas metodologias utilizadas, mas não há uma que seja específica para alfabetizar crianças com autismo.

     Sendo assim, a metodologia fônica é a mais indicada para o processo de alfabetização de transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo. O mais importante na alfabetização no autismo é considerar a individualidade de cada aluno, uma vez eu não existe uma criança igual a outra e, portanto, no planejamento pedagógico, deve-se fazer as adaptações necessárias, segundo as particularidades de cada uma criança.

     Sabemos que existem características comuns no TEA, porém o espectro engloba uma ampla variedade na intensidade dos sintomas. Portanto, algumas crianças podem ser verbais, enquanto outras podem não falar, o que exigem do profissional a execução de um processo de alfabetização individualizado. 

     Para podermos dar os primeiros passos na elaboração desse processo de alfabetização devemos entender algumas dessas características.

 

CARACTERÍSTICAS DO TEA

 

     O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, apresenta sinais durante o desenvolvimento da criança. É importante que pais e professores se atentem aos sinais, porque o diagnóstico precoce facilita que a criança receba a estimulação adequada. Principais características:


1.    Sua comunicação verbal e não verbal comprometem a interação social. Sua linguagem está relacionada aos déficits de comunicação e isso, justamente, prejudica a interação social.

2.       Apresentam comportamentos repetitivos e interesses restritos;

3.   A criança com TEA tem muita dificuldade em decifrar signos sociais e entender o contexto, o que dificulta o contato e as relações com o outro;

4.       Falta de contato visual;

5.       Atraso na fala;

6.       Pouca reciprocidade, não dialoga nem compartilha objetos ou interesses;

7.       É celetista com objetos, prefere mais os objetos que as pessoas;

8.       Apresenta visão fragmentada do todo e hiperfoco em detalhes;

5.       Apresenta dificuldade para usar pronomes;

6.       Tem a tendência em utilizar jargões e termos ininteligíveis;

7.     Têm ecolalia (transtorno da linguagem caracterizado pela fala repetitiva), repetindo termos vistos em filme e desenhos na tentativa de diálogo;

8.       Apresentam estereotipias, manias e rituais;

9.       Problemas com mudanças de rotina e rigidez de pensamento e ação;

10.   Mudanças de humor;

11.   Hipersensibilidade auditiva, visuais e gustativas;

12.   Irritação com estímulos táteis e auditivos;

13.   Memória muito boa para formas e sequências visuais;

14.   Pouca sensibilidade a dor.



ALFABETIZAÇÃO NO AUTISMO

 

         O TEA é um espectro e, portanto, algumas crianças não falam, outras falam pouco ou são pouco fluentes, já outra falam com certa regularidade. Sendo assim, devemos ter um olhar individualizado na alfabetização no autismo.  

         Cerca de 50% dos casos de TEA são acometidos por Deficiência intelectual, mas também temos entre 5% a 10% dessas crianças que apresentam altas habilidades.

         O processo de alfabetização de uma criança com TEA deve ser desenvolvimento considerando alguns processamentos cognitivo, tais como: 

 

a)   Disfunção executiva, motora e espacial;

b)   Lenta velocidade de processamento;

c)    Baixa capacidade de manter a atenção em tarefas sequenciais;

d)   Memória boa para o hiperfocal e ruim para o que não interessa.

     Portanto, o professor deve considerar, no processo de alfabetização no autismo, todos esses aspectos ao elaborar suas atividades. Ele deve adaptar estratégias de ensino de maneira que possibilite o aprendizado. O professor deve buscar o interesse restrito desse aluno, usando-o como ponto de partida, interesse e motivação para que suas atividades sejam efetivas.

      O aluno com autismo pode se destacar na identificação direta das palavras, ou seja, pode memorizá-las com facilidade, porém poderá apresentar dificuldades nas habilidades fonológicas mais complexas, como compreender contextos. 

       As crianças com autismo também apresentam dificuldades na associação de palavras, narrativas, frases com significado complexo, palavras com duplo significado e metáforas e na interpretação de textos. 

     É fundamental observar as comorbidades (associação de duas ou mais doenças simultaneamente num paciente) – como DI (Ieficiência intelectual é um déficit precoce no funcionamento cognitivo e no comportamento adaptativo) – e, nesse caso, o trabalho com atividades estruturadas sequenciadas, com instrução explícita e altamente visuais, favorecem o entendimento das crianças com autismo.

        A alfabetização no TEA não é diferente, apenas são necessárias algumas adaptações nas estratégias. O mais importante é conhecer as características de cada aluno e considerar suas dificuldades e habilidades na elaboração das atividades específicas.

 SUGESTÕES:

Usando esse modelos acima, você pode desenvolver outros, de acordo com sua necessidade...

RELÓGIO SILÁBICO


CARTÕES SILÁBICOS


Acima, apenas uma sugestão, mas que já desperta novas possibilidades...


CARTAZ COM FRASES



De acordo com as consoantes trabalhadas em sala, você pode criar cartazes nesse sentido

(Por enquanto é isso.

Bom trabalho!)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

DIFICULDADE DE MEMORIZAR E PRESTAR ATENÇÃO

 

Fonte: https://desafiosdaeducacao.com.br/como-utilizar-melhor-memoria-operacional-aprendizado/

 

          Mamãe ou papai, vocês precisam, com certa frequência, repetir as coisas para o seu filho? A coordenação pedagógica da escola onde ele estuda já os chamou para falar que ele se distrai com facilidade, ou esquece o que lhe foi pedido, reage com surpresa quando é lembrado de determinadas tarefas ou situações ou, ainda, tem dificuldade de memorizar ou falta de atenção?

          Bem, cada criança, ao realizar determinadas atividades, se depara com habilidades diferentes e com atenção específica para cada tarefa, Vejamos alguns exemplos:

a)    Atenção concentrada: Temos que observar que essa percepção se associa à capacidade de concentração em um único assunto ou tarefa, como por exemplo ler um livro.

b)    Atenção alternada: Temos que entender que essa percepção é necessária quando estamos conversando com alguém ao mesmo tempo em que respondemos à uma mensagem ou questionamento de outra pessoa e precisamos alternar o foco de atenção entre uma coisa e outra.

c)    Atenção seletiva: Essa percepção é necessária dentre diversos estímulos, para escolher aquele que nos chama mais a atenção.

           Crianças desatentas podem apresentar dificuldades entre esses tipos de atenção e é importante compreender suas causas. Para isso, devemos investigar, juntamente a profissionais especializados, por exemplo, se ela não apresenta problemas de audição e qual a qualidade do som que chega no cérebro dessa criança. A audição, além de ser uma percepção importantíssima, também é fundamental para processar a informação correta em toda sua aprendizagem.

          Porém, se o diagnóstico clínico não apontar nada específico, precisamos ajudar a criança a criar estratégias para se concentrar e memorizar, se organizar tanto em casa, nas tarefas do dia a dia e, principalmente, na escola, melhorando seu desempenho escolar. Sendo assim, o próximo passo é buscar orientações com os profissionais da Pedagogia, para que a família saiba como proceder e estimular a criança, para que sua concentração e memorização sejam mais efetivas.

          Selecionei algumas sugestões que contribuirão no processo de concentração e memorização das crianças. Vejamos: 

1 – Ao dar uma orientação para seu filho, certificar-se que a instrução foi clara pedindo que a criança repita o que foi solicitado;

2 – Seja claro em suas solicitações, utilizando-se de frases curtas e objetivas;

3 – O olhar é importante. Ao transmitir uma informação, observe que ela esteja olhando para seu rosto e percebendo suas expressões faciais e corporais;

4 – O ambiente de estudos da criança é muito importante. Procure organizar um local para a criança desenvolver suas atividades, livre de distrações e estímulos que possam tirar sua atenção, longe de televisão ou celular, por exemplo.

5 – O tempo de estudos é fundamental. Descubra, observando a criança, quando um intervalo é necessário, para que ela não fique cansada, entediada ou improdutiva. Estudos demonstram que, na infância, as estimativas de tempo de atenção em cada atividade, variam de dois a cinco minutos por ano de vida. Dessa forma, crianças de 7 anos apresentariam entre 14 e 35 minutos de concentração. Já, as crianças de 10 anos, apresentariam entre 20 a 50 minutos de concentração nas atividades.

6 – O autoconhecimento é tão importante quanto o desenvolvimento das habilidades de foco, atenção e memória. Devemos procurar mostrar à criança que ela pode escolher um momento para descansar por um determinado tempo na execução da lição de casa, por exemplo. A autonomia deve ser desenvolvida à medida que as atividades sejam realizadas a contento.

7 – Estimular a prática de atividades físicas, pois o gasto de energia por parte da criança faz com que ela se revigore e tenha mais disposição para manter o foco nas demais atividades.

8 – Observar a qualidade do sono da criança. Dormir bem é essencial para a memória.

9 – O brincar na infância é muito importante, portanto, pensando na utilização da memória, procure dar preferência para jogos que estimulem a inteligência da criança. Procure participar desses jogos e discutir com a criança as regras do jogo escolhido.

10 – Seja exemplo, mostre para a criança como você se organiza para cuidar das tarefas de casa, do trabalho e lazer. Faça com que as crianças participem dessa prática com você. As crianças são observadoras e também aprendem com nossos modelos.

11 – Criança aprende brincando, faça das atividades da vida diária brincadeiras que estimulem o cérebro. As crianças gostam de desafios, mas faça isso sem grandes cobranças. 

          Acredito que, a partir dessas sugestões simples e de fácil organização, os resultados na aprendizagem de seus filhos serão mais significativos. 

          Experimentem!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

ENTENDENDO O ENVELHECIMENTO

 

                                     Fonte: https://comunicareaparelhosauditivos.com/envelhecimento-no-brasil/


              Você já deve ter lido frases como: “Envelhecer é escalar uma grande montanha, enquanto sobe as forças diminuem, mas a visão é mais livre, mais ampla e tranquila” ou “Envelhecer é um processo natural no qual perdemos o medo da vida”, ou ainda, “Envelhecimento é a colheita farta de tudo o que plantamos na vida”. Todas essas frase realmente fazem muito sentido, não é mesmo?

              O certo é que viver por mais tempo é um desejo que todos temos e, acima de tudo, com saúde, qualidade, liberdade e felicidade e aproveitando bem todos os momentos de nossa jornada.

              Envelhecer é um aprendizado que começa desde criança desenvolvendo hábitos saudáveis que devem ser mantidos por toda sua vida. Saber envelhecer é também uma luta de todo dia para dar significado a todos seus atos.

              Envelhecer é um processo normal do desenvolvimento que acarreta mudanças no organismo do indivíduo e, dependendo de uma somatória de fatores, essas mudanças poderão ocasionar alguns desconfortos ou problemas orgânicos causando doenças.

              Do ponto de vista fisiológico, estudos apontam que a partir dos 40 anos de idade, aproximadamente, o corpo humano já começa a apresentar alguns sinais de “desgaste”. O organismo vai, gradativamente, se tornando mais lento em suas reações, ocorrendo uma diminuição da capacidade funcional.

              Todos sabemos que a alimentação saudável, os exercícios para o corpo e a mente, a qualidade do sono, a higiene corporal, relacionamentos saudáveis e o lazer são elementos que contribuem para atenuar problemas com a saúde e nos proporcionar um envelhecimento com qualidade.

              Mas, o que eu gostaria de abordar é um outro aspecto do envelhecimento: a aceitação. Imagine-se podendo ver a si mesmo e ter a convicção de afirmar que você está fazendo o melhor dentro do corpo que habita, independente do espaço e do tempo que vive. Existiram tristezas? Alegrias? Que bom! Isso nos fortalece trazendo perspectivas de vida e isso é muito importante e independe da idade.

                                 Fonte: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/algumas-politicas-publicas-para-a-pessoa-idosa/


              Você conseguiria responder esta pergunta: Imagine se você não soubesse quantos anos tem neste momento, quantos anos daria a si mesmo? Se você tem perspectivas de vida, uma resposta bem plausível seria: Dependendo do momento, do dia ou de um momento do dia, eu me sinto com 18 anos ou 65 anos. Para cada situação com a qual nos defrontamos nos comportamos de forma diferente.

              Temos que imaginar que as idades que tivemos ao longo de nossa vida, elas nunca nos abandonaram, ou seja, ainda temos dentro de nós aquela jovialidade e irreverência dos 16 anos, a empolgação do primeiro filho, do primeiro emprego, da maturidade vinda com a meia idade, que nos permitem fazer escolhas mais assertivas, enfim! Nós estamos no momento atual, justamente, em consequência de todas essas idades.

              Todos somos a cada dia ‘velhos em construção’, daí podemos entender que alguns envelhecem tão bem e com qualidade, ao passo que outros não conseguem ter a mesma condição, com vidas mais vazias, incompletas ou amargas, enfim! A compreensão nos leva à aceitação de que temos que ser determinantes nessa jornada. O fato de sermos ativos não garante qualidade, temos sim que estarmos conscientes que o envelhecimento é um destino. Quando você vai para um destino desconhecido, o lógico seria uma pesquisa, um planejamento para se chegar nesse destino com segurança, não é mesmo?

              Portanto, se encararmos a velhice como um destino, porque não perguntarmos para quem já conhece esse local para nos ajudar? Ou seja, devemos conversar com as pessoas mais experientes, elas certamente enriquecerão nossa jornada. Perguntas como: Qual o melhor caminho? O que você nunca faria se estivesse no meu lugar? O que você não deixaria de fazer?

              Estar próximo de pessoas experientes, perceber que essas pessoas estão no seio familiar, no profissional e no círculo de amizades, vai nos ajudar a entender como essa velhice funciona e a (re)planejar nossa jornada. Vamos, portanto, conquistar nossa saúde e nossa felicidade através da valorização daqueles que já atingiram e vivenciaram um nível de realizações pessoais e profissionais, que podemos carinhosamente chamar de pessoas maduras. 


domingo, 8 de janeiro de 2023

IMANÊNCIA E TRANSCENDÊNCIA

 

               Fontes: https://pedagogiaconcursos.com/questoes-de-concursos/10-questoes-de-ensino-religioso/                                                                                                 https://www.neipies.com/funcao-do-ensino-religioso-na-perspectiva-da-laicidade/

        Você sabe o que significa o termo imanência? Imanência é algo que tem em si próprio o seu princípio e seu fim. Já o termo transcendência, faz referência a algo que possui um fim externo e superior a si mesmo. O primeiro termo nos remete à realidade material, apreendida imediatamente por nossos sentidos, ao passo que transcendência se refere à realidade imaterial, de uma natureza puramente teórica e racional. 

        A Filosofia, desde Platão e Aristóteles (entre os anos 400-330 a.C.), tenta lidar com o esclarecimento de ambos os termos, visto que são antagônicos e que provocam a discussão acerca da validade de cada um ou da superioridade de um sobre outro. 

        Durante a Idade Média, a discussão da validade de cada um desses conceitos dividiu o pensamento entre grandes filósofos; os neoplatônicos, como Agostinho, defendiam a superioridade inquestionável da transcendência, e os filósofos aristotélicos, como Tomás de Aquino, acreditavam a validade da realidade imanente. 

        Do ponto de vista religioso entende-se que: 

        · Imanência: relaciona-se às religiões panteístas, como as religiões africanas e o hinduísmo. Aqui, a concepção da ideia de Deus não se separa da matéria, sendo parte integrante e indissociável dela. Deus está em tudo, permeia tudo e não é uma entidade criadora, mas, sim, organizadora. Na Filosofia, o filósofo holandês Baruch de Spinoza propôs uma ideia de Deus imanente e panteísta, resumida na máxima: ‘Deus sive natura’ (“Deus, ou seja, a natureza”). Deus seria a matéria presente em tudo e que participa de tudo;

        · Transcendência: a tradição judaico-cristã e islâmica se embasa na noção de um Deus transcendente, ou seja, uma entidade primeira e separada da matéria que foi responsável por criar tudo o que está na natureza. Para o cristianismo, porém, a figura de Jesus Cristo é a personificação imanente (material) do Deus transcendente (espiritual).

                  Fonte; https://globalizado.com.br/imanencia-transcendencia-filosofo-nilo-deyson-monteiro/

CONTEXTO ESCOLAR

          Essa discussão sobre a diferença entre os dois termos está presente no componente curricular de Ensino Religioso e, dessa forma, o aluno vai desenvolvendo num contexto sócio-histórico a construção e consolidação de posturas de respeito à diversidade cultural e religiosa em um Estado laico.

          A escola, portanto, nesse processo de formação social, através da sistematização e transmissão dos conhecimentos historicamente acumulados pela humanidade, oferece ao aluno a formação humana a partir do desenvolvimento de saberes e fazeres que contribuem para a justiça social, a inclusão e o exercício da cidadania.

          Nesse sentido, o aluno vai, ao longo desse processo de formação, tecendo reflexões, fazendo registros, lendo os textos sugeridos, assistindo vídeos, observando imagens com atenção para interpretá-las, ouvindo músicas, realizando atividades, compartilhando ideias e, com isso, aprimorando sua atuação responsável na sociedade.

          Logo, o Ensino Religioso como área de conhecimento trabalhada no dia a dia da escola contribui para a materialização dos ideais de democracia, inclusão social e educação integral, conforme descrito na BNCC, pois com as diretrizes, objetivos e competências gerais apresentadas nesse documento, a comunidade escolar deve empreender um movimento de ação na prática pedagógica das escolas, incentivando seus filhos, independentemente de qualquer posicionamento religioso, a participar das aulas de Ensino Religioso.

          O Ensino Religioso tem o enfoque de superação do proselitismo. Ele diz não ao intento de converter pessoas, ou determinados grupos, a uma determinada ideia ou religião. A Escola, como dissemos anteriormente, é laica e, sendo assim, busca constantemente um diálogo respeitoso à diversidade cultura e religiosa em todos os segmentos de nossa sociedade para que encontremos perspectivas para repensar a vida social e adquirir uma responsável convivência coletiva.

          Ao tratarmos sobre os conhecimentos religiosos é preciso, segundo a BNCC, partir de pressupostos éticos e científicos, sem privilégio de nenhuma crença ou convicção ideológica. Para isso deve-se considerar que o conhecimento religioso é um objeto de estudo amplo, que perpassa diversas questões sociais, a BNCC organizou os objetos de conhecimento (conteúdos) em torno de três unidades temáticas que dialogam entre si e se complementam, a saber:

·       Identidade e alteridade:

·       Crenças religiosas e filosofia de vida;

·       Manifestações religiosas.

          Para se alicerçarmos esse conhecimento deve-se desencadear problematizações sobre aspectos da realidade que, a partir da investigação, levem à reflexão individual e coletiva. Esta última, materializada por meio do diálogo. Portanto, problematizar, investigar, refletir e dialogar são princípios norteadores no processo de aprendizagem em Ensino Religioso.

          Essa imersão leva à compreensão do seu próprio “eu” , que é importante para traçar alternativas nas quais os alunos se reconheçam como indivíduos únicos e singulares, mas que também enxerguem e respeitem os “outros” em suas individualidades. Daí, a importância de se compreender que o “eu” é construído na relação com os “outros”. É nessa relação que cada um se apropria da cultura e, ao mesmo tempo, a produz.

          E, nesse ponto, quando trabalhamos o “eu”, o “outro” e o “nós”, identificando e acolhendo as semelhanças e diferenças é que, justamente, aprendemos a respeitar as características físicas e subjetivas de cada um, valorizando a diversidade de formas de vida. Nesse momento estamos diante da imanência e transcendência, que tanto enriquece o aprendizado em Ensino Religioso, com o olhar voltado para a formação de seres humanos críticos, participativos e respeitosos.