SEMANA DE - 27 A 31 DE JULHO DE 2026
SEGUNDA-FEIRA – 27 DE JULHO DE 2026
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 5º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
PLANO DE AULA: Outras linguagens e registros da humanidade
"Antes da invenção da escrita alfabética, a humanidade já desenvolvia formas complexas de se comunicar e registrar sua existência. Através das pinturas rupestres nas paredes das cavernas, da transmissão viva da tradição oral de geração em geração, e da criação de símbolos e mitos, os povos antigos responderam à necessidade vital de preservar suas memórias, explicar os mistérios do mundo e garantir a identidade e a sobrevivência de suas culturas através do tempo."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Além das Letras: Como a Humanidade Preserva a Memória sem a Escrita?
• As Marcas no Tempo: Muito antes de existirem os livros e cadernos, os seres humanos sentiam a necessidade de registrar suas vidas, suas lutas, suas crenças e suas descobertas. Para isso, usavam diferentes linguagens que iam além das palavras escritas.
• Pinturas Rupestres: São os registros feitos em paredes de cavernas por povos da Pré-História. Usando tintas feitas de terra, carvão, sangue de animais e plantas, eles desenhavam cenas de caça, rituais e animais, deixando pistas valiosas sobre como viviam.
• A Tradição Oral: Em muitas sociedades, a memória é transmitida de boca em boca. Os mais velhos contam histórias, cantos e ensinamentos para os mais novos. Sem essa contação de histórias, os conhecimentos sobre remédios naturais, caminhos e antepassados desapareceriam.
• Símbolos e Mitos: Os mitos são histórias sagradas criadas pelos povos antigos para explicar fenômenos da natureza (como a chuva e o sol) e a criação do mundo. Os símbolos funcionavam como códigos visuais que uniam o grupo e transmitiam mensagens diretas sem precisar de letras.
• O Valor das Fontes Não Escritas: A história não é feita apenas de documentos impressos. As pinturas na pedra, os relatos falados e os objetos antigos são fontes históricas fundamentais que ajudam os historiadores a entender a cultura de povos que não usavam o alfabeto.
I. Desafio Inicial: "A Mensagem Através das Gerações" (15 min)
• O professor propõe um desafio prático de comunicação e memória para a turma: "Imagine que nossa comunidade descobriu um segredo vital para sobreviver a uma grande seca, mas nós não temos papel, caneta, celulares ou computadores para anotar. Daqui a duzentos anos, nossos tataranetos precisarão saber desse segredo exato. Como faríamos para que essa informação atravessasse o tempo e chegasse até eles sem se perder ou mudar pelo caminho?". Após ouvir as propostas dos alunos (como criar músicas, desenhos em pedras ou contar histórias repetidas vezes), o professor faz a ponte com as pinturas rupestres e a tradição oral.
• Pergunta: "Se um povo antigo não utilizasse letras, de que forma o desenho de um bisão ferido em uma caverna ou uma história contada por um avô ao redor da fogueira poderiam salvar a vida de uma tribo inteira?"
• Conceito: Compreender que a oralidade, a arte e os símbolos são tecnologias de comunicação tão legítimas e importantes quanto a escrita para a sobrevivência e coesão de um grupo social.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica:
O professor explica:
• O conceito de Pré-História e o papel das pinturas rupestres como manifestações estéticas, místicas e de registro cotidiano de caça e rituais;
• A materialidade das pinturas (uso de pigmentos naturais como óxido de ferro, carvão, gordura animal) e como esses sítios arqueológicos resistiram ao tempo;
• A importância da tradição oral em sociedades antigas (como os povos indígenas americanos e os povos africanos) e o papel dos "guardiões da memória" (anciãos, griôs) na transmissão de saberes científicos, práticos e religiosos;
• A função social dos mitos e dos símbolos visuais como formas de organizar o pensamento coletivo, explicar as origens do universo e ditar regras morais de convivência sem o suporte de leis escritas;
• A questão da exclusão e preconceito histórico: debater como, durante muito tempo, as sociedades de tradição puramente oral foram classificadas incorretamente como "atrasadas" ou "sem história" pelas culturas letradas, gerando exclusão cultural.
III. Fechamento:
• Síntese: "Hoje descobrimos que a história da humanidade não começou com o alfabeto. Muito antes das letras, nossos ancestrais já pintavam suas realidades nas pedras e cantavam suas memórias ao redor do fogo. A tradição oral, os mitos e os símbolos gráficos são monumentos vivos que resistem ao tempo. Reconhecer o valor dessas linguagens é o que nos permite escutar as vozes das comunidades indígenas, das culturas quilombolas e até as histórias contadas pelos pioneiros que iniciaram o nosso município de Santa Tereza do Oeste."
• Reflexão Final: "Se as histórias contadas de boca em boca são tão importantes para preservar quem nós somos, o que acontece com a história de uma família ou de uma cidade quando deixamos de conversar com os nossos idosos e de escutar as memórias deles?"
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TURMA: 5º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
PLANO DE AULA: Crescimento urbano e desigualdade social
"O crescimento das cidades brasileiras ocorreu de forma rápida e, muitas vezes, sem planejamento adequado. Esse processo gerou a chamada segregação socioespacial, que é a separação de grupos sociais no espaço urbano. Enquanto algumas áreas centrais e bairros nobres recebem investimentos em asfalto, saneamento básico, iluminação e lazer, as periferias frequentemente sofrem com a falta desses serviços essenciais, tornando visível a desigualdade social no mapa das cidades."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
A Cidade Dividida: O Crescimento Urbano e a Segregação
• O Crescimento das Cidades: Nas últimas décadas, a população das cidades brasileiras aumentou muito rápido. Esse crescimento acelerado aconteceu devido à busca de emprego, serviços e melhores condições de vida pela população.
• O que é Segregação Socioespacial? É a separação física de diferentes classes sociais dentro de uma mesma cidade. As pessoas com maior poder aquisitivo moram em áreas com melhor estrutura, enquanto as famílias de baixa renda ocupam regiões mais afastadas.
• Bairros Estruturados vs. Periferias:
a) Áreas centrais/nobres: Possuem água encanada, coleta de esgoto, ruas asfaltadas, iluminação pública, praças, hospitais e transporte eficiente.
b) Periferias/favelas: Muitas vezes sofrem com ruas de terra, falta de saneamento básico, ausência de áreas de lazer e maior distância dos serviços de saúde e trabalho.
• O Direito à Cidade: Todas as pessoas, independentemente de onde moram, têm direito a viver em um lugar seguro, limpo e com infraestrutura básica. O governo deve investir recursos públicos de forma justa para reduzir essas diferenças.
I. Desafio Inicial: "A Cidade no Tabuleiro"
• O professor propõe um jogo mental para a turma: "Imagine que somos prefeitos de uma cidade fictícia que está crescendo e recebemos dinheiro para construir apenas uma praça, um posto de saúde e asfaltar três ruas. Onde vocês colocariam essas melhorias: perto da prefeitura, onde já existem lojas e prédios bonitos, ou lá no bairro novo que acabou de surgir e onde as pessoas andam no barro?". Após coletar as respostas, o professor questiona o impacto dessa decisão ao longo de 20 anos.
• Pergunta: "O que acontece com o valor das casas e com a vida das pessoas que moram em um bairro que nunca recebe investimentos públicos?"
• Conceito: Perceber que as decisões políticas e econômicas determinam quem tem acesso aos benefícios da urbanização e quem fica excluído deles.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica/Geográfica:
O professor explica:
• O conceito de êxodo rural e industrialização como motores do crescimento das cidades brasileiras no século XX;
• A definição termo a termo de "segregação socioespacial" (separação na sociedade refletida no espaço físico);
• A especulação imobiliária: como o preço da terra urbana empurra a população mais pobre para áreas periféricas e sem infraestrutura;
• A importância vital do saneamento básico (água tratada e coleta de esgoto) para a saúde pública, correlacionando a falta desses serviços ao surgimento de doenças;
• O papel dos impostos: explicar que os recursos públicos arrecadados em toda a cidade devem ser revertidos prioritariamente para as áreas que mais necessitam de intervenção urbana.
III. Fechamento:
• Síntese: "Hoje aprendemos que as cidades não crescem de forma igual para todo mundo. A segregação socioespacial cria bairros com fartura de serviços e periferias que enfrentam a falta do básico. Reconhecer essas diferenças é o primeiro passo para que possamos cobrar melhorias e planejar cidades onde todos os cidadãos, seja no centro de Santa Tereza do Oeste ou nos bairros mais distantes, tenham seus direitos respeitados."
• Reflexão Final: "Se olharmos para o nosso município ou para a grande cidade vizinha, Cascavel, conseguimos identificar onde ficam as áreas mais estruturadas e onde estão os bairros que ainda precisam de mais atenção e asfalto?"
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3º ANO - A
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 3º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
PLANO DE AULA: "A emancipação política é um marco na história de uma comunidade, pois representa a conquista de sua autonomia administrativa. Estudar os seus símbolos oficiais — a bandeira, o brasão e o hino — permite ao aluno do 3º ano compreender a construção da identidade local, os valores da comunidade e o sentimento de pertença ao município onde vive."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Nossa Cidade, Nossa Identidade: Os Símbolos Oficiais
TURMA: 3º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
PLANO DE AULA: "A emancipação política é um marco na história de uma comunidade, pois representa a conquista de sua autonomia administrativa. Estudar os seus símbolos oficiais — a bandeira, o brasão e o hino — permite ao aluno do 3º ano compreender a construção da identidade local, os valores da comunidade e o sentimento de pertença ao município onde vive."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Nossa Cidade, Nossa Identidade: Os Símbolos Oficiais
1 - Os Símbolos Locais: Os símbolos servem para representar a história, as riquezas e o povo da nossa cidade. Eles são três:
a) Bandeira: Possui cores e desenhos que mostram a nossa união e o nosso amor pela terra.
b) Brasão: É um desenho especial (escudo) que traz elementos do campo e do trabalho, como as plantações que geram riquezas para nós.
c) Hino Municipal: É a canção oficial que conta, através da música, o orgulho de viver em Santa Tereza do Oeste.
b) Brasão: É um desenho especial (escudo) que traz elementos do campo e do trabalho, como as plantações que geram riquezas para nós.
c) Hino Municipal: É a canção oficial que conta, através da música, o orgulho de viver em Santa Tereza do Oeste.
2 - Respeito aos Símbolos: Cantar o hino com postura e cuidar da nossa bandeira são formas de demonstrar respeito pela história do nosso município e por todos os seus moradores.
Bandeira do Município de Santa Tereza do Oeste, PR
Fonte: https://www.google.com/search?q=bandeira+de+santa+tereza+do+oeste&oq=bandeira.
Brasão do Município de Santa Tereza do Oeste, PR
Fonte: https://www.google.com/search?q=brasão+de+santa+tereza+do+oeste
Bandeira do Município de Santa Tereza do Oeste, PR
Fonte: https://www.google.com/search?q=bandeira+de+santa+tereza+do+oeste&oq=bandeira.
Brasão do Município de Santa Tereza do Oeste, PR
Fonte: https://www.google.com/search?q=brasão+de+santa+tereza+do+oeste
|
Hino de Santa Tereza do
Oeste - PR Nossas vozes se erguem festivas Este
berço a cantar Esta
terra tão dadivosa Queremos
hoje exaltar
ESTRIBILHO
Empunhando
tua bandeira O teu
povo lutará Santa Tereza
do Oeste, Linda
flor do Paraná.
Em
airosa colina de ergues Inundada
de verdor, Ostentando
belezas tantas Qual
primorosa flor.
|
És
roteiro febril, agitado. Junto
ao Parque Nacional; Assim
surges, toda formosa. Qual
gracioso portal.
Um
porvir promissor antevendo Tu te
firmas no saber. Pela
crença, pelo trabalho. Certeza
tens de vencer
autoria e melodia de Sabino Lorenzo Conte
Música: https://www.youtube.com/ watch?v=dQiVdUNAY7s&t=12s |
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "O que o escudo da cidade nos conta?"
O professor apresenta à turma o desenho do brasão de Santa Tereza do Oeste (ou aponta para o topo de um documento oficial) e desafia os alunos: "Olhem bem para esse escudo da nossa cidade. Quais desenhos de plantas ou ferramentas vocês conseguem ver escondidos nele? Por que será que escolheram esses desenhos para representar a nossa cidade e não o desenho de um avião ou de um navio?". O professor ouve as hipóteses e explica que os símbolos mostram o que a cidade tem de mais precioso: a sua agricultura e o seu povo.
Pergunta: "Nós comemoramos o nosso aniversário no dia em que nascemos. Por que a nossa cidade comemora o aniversário dela no dia 12 de junho? O que mudou na vida das pessoas a partir do ano de 1989?"
Conceito: Desenvolver a noção de patrimônio simbólico e temporalidade histórica, conectando a simbologia oficial à base socioeconômica e política do município.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica:
O professor explica:
O conceito de emancipação política: o processo de transição de distrito/vila (dependente de Cascavel) para município autônomo;
A escolha da data comemorativa de 12 de junho e a importância de valorizar a memória dos pioneiros e lideranças que lutaram pela independência administrativa;
A análise simplificada da Bandeira Municipal: o significado de suas cores e faixas geométricas;
A decodificação do Brasão: os ramos agrícolas (representando a força do campo), a coroa mural (que representa a cidade) e as datas gravadas no listel;
A audição e análise de trechos simples da letra do Hino Municipal, destacando as palavras que falam sobre o orgulho e o trabalho na terra;
A importância cívica de respeitar os símbolos oficiais durante as solenidades escolares.
III. Fechamento:
Síntese: "Hoje nós aprendemos que Santa Tereza do Oeste tem uma certidão de nascimento histórica que aconteceu no dia 12 de junho de 1989. Para mostrar ao mundo a nossa história e o nosso valor, foram criados três símbolos: a bandeira, o brasão e o hino. Toda vez que olhamos para a nossa bandeira ou cantamos o nosso hino, estamos celebrando a força de cada morador e o orgulho de fazer parte deste município."
Reflexão Final: "Se você pudesse escolher uma palavra bem bonita da nossa aula de hoje para dar de presente para Santa Tereza do Oeste no aniversário dela, qual palavra você escolheria?"
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📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMA: 3º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
"O espaço rural possui elementos naturais e culturais que constroem uma dinâmica de vida e trabalho ligada à terra. Compreender as características fundamentais do campo — como a presença de estradas de terra, chácaras, sítios, fazendas, áreas de mata nativa e a menor concentração de pessoas e moradias — permite ao aluno do 3º ano diferenciar as paisagens do município e valorizar o modo de vida rural."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
O Ritmo do Espaço Rural: As Características do Campo
1 - O Que é o Campo? O campo é o espaço rural de um município. Ele é marcado por uma paisagem com muita natureza, grandes áreas verdes e terras destinadas à produção de alimentos e criação de animais.
2 - Menor Concentração: No campo, as casas e moradias ficam bem afastadas umas das outras. Há uma menor concentração de pessoas circulando nas vias em comparação com o espaço urbano.
3 - Elementos da Paisagem Rural: A paisagem do campo é formada por pequenas propriedades (chácaras e sítios) e grandes propriedades (fazendas). Também encontramos estradas de terra, cercas, plantações, pastos e matas nativas.
4 - Modo de Vida Rural: A vida no campo costuma ter um ritmo mais tranquilo, muito ligado aos ciclos da natureza (o nascer do sol, as estações do ano e a época das chuvas). As pessoas trabalham na terra e cuidam dos animais.
5 - Importância do Campo: O espaço rural é essencial para todo o município. É de lá que saem os alimentos que comemos todos os dias na nossa mesa (como leite, frutas, verduras e grãos) e as matérias-primas para as indústrias.
DIA 28 DE JULHO – TERÇA-FEIRA
2º ANOS A e B
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMAS: 2º ANOS – EF I
DATA: 28/07/2026 (Terça-feira)
PLANO DE AULA: Árvore Genealógica: Conhecendo os antepassados
"Cada indivíduo carrega em si a história e as memórias de várias gerações que vieram antes dele. Compreender o conceito de árvore genealógica e identificar a linha de parentesco entre pais, avós e bisavós permite ao aluno do 2º ano desenvolver a noção de ancestralidade, fortalecendo o seu sentimento de pertencimento, identidade e valorização das diferentes composições e origens familiares."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Nossas Raízes: A Árvore Genealógica da Família
• Quem são os Antepassados? Nossos antepassados são as pessoas da nossa família que nasceram antes de nós, como nossos pais, tios, avós, bisavós e tataravós.
• A Árvore Genealógica: A árvore genealógica é um desenho em forma de árvore que nos ajuda a organizar a história da nossa família. As raízes representam os parentes mais antigos e os galhos novos somos nós.
• Descendência e Origem: Nós somos descendentes dos nossos pais e dos nossos avós. Os nossos avós maternos são os pais da nossa mãe. Os nossos avós paternos são os pais do nosso pai.
• Sentimento de Pertencimento: Saber quem foram os nossos antepassados nos ajuda a entender de onde viemos, quais são os nossos sobrenomes e quais costumes herdamos deles.
• Respeito à Nossa História: Existem muitos tipos diferentes de famílias. O mais importante é o amor, o respeito e o carinho que unem as pessoas que cuidam de nós e nos ajudam a crescer.
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "A Semente da Família"
• O professor desenha no quadro o tronco de uma grande árvore vazia e diz: "Se eu quisesse contar a história de onde eu vim através desta árvore, onde será que eu colocaria os meus avós? E onde eu colocaria vocês?". O professor apresenta fotos antigas ilustrativas (ou uma árvore genealógica lúdica de personagens conhecidos das crianças, como a Turma da Mônica ou de um conto de fadas). A partir disso, o professor problematiza: "Vocês sabiam que o sobrenome que vocês usam veio de pessoas que nasceram há muitos e muitos anos? Como nós podemos organizar essas gerações para não esquecer o nome de ninguém?".
• Pergunta: "Quem aqui sabe o nome completo de um dos seus avós ou sabe contar uma história engraçada de quando o seu pai ou sua mãe eram crianças?"
• Conceito: Introduzir visual e ludicamente a noção de linha do tempo familiar, sucessão de gerações e ancestralidade.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica:
O professor explica:
• O conceito de linhagem e árvore genealógica como uma ferramenta de representação do tempo e do parentesco;
• A divisão entre parentes maternos (por parte de mãe) e paternos (por parte de pai), incluindo as figuras dos bisavós;
• A noção de herança cultural familiar: como receitas de comida, sotaques, festas e histórias contadas no lar passam de geração em geração;
• A contextualização com a história local: destacar que muitos avós ou bisavós dos alunos vieram de outros estados (como Rio Grande do Sul, Santa Catarina ou Minas Gerais) para desbravar e morar em Santa Tereza do Oeste nas décadas passadas;
• A valorização da diversidade: explicar que algumas árvores podem incluir padrastos, madrastas, pais adotivos, avós que criam como pais, e que toda configuração familiar é legítima e cheia de história.
Atividade impressa:
• Síntese: "Hoje nós descobrimos que cada um de nós é como uma folhinha nova em uma árvore gigante e cheia de histórias, que é a nossa família. Aprendemos a diferença entre nossos avós maternos e paternos e vimos que nossos bisavós ajudaram a começar a história que nós continuamos hoje. Conhecer o nosso passado aqui em Santa Tereza do Oeste nos faz ter orgulho de quem nós somos."
• Reflexão Final / Encaminhamento Prático: "Hoje, como tarefa de investigação histórica em casa, vocês vão conversar com os seus responsáveis para descobrir e anotar na sua tarefa de casa o nome dos parentes, conforma a atividade pede. Todos somos pesquisadores de nossa própria história.
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📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMAS: 2º ANOS – EF I
DATA: 28/07/2026 (Terça-feira)
PLANO DE AULA: Sinais de trânsito e o semáforo
"O trânsito é um espaço coletivo de convivência onde circulam veículos e pedestres. Compreender o significado das cores do semáforo e das placas de sinalização básicas permite ao aluno do 2º ano desenvolver atitudes de autocuidado, empatia e cidadania, reconhecendo a importância das regras de trânsito para a segurança e a organização do espaço público urbano."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Sinais de Trânsito e o Semáforo: Organizando as Nossas Ruas
• O que é o Trânsito: O trânsito é o movimento de pessoas e de veículos nas ruas, avenidas e estradas. Para que todos possam circular com segurança, existem leis e sinais que organizam esse movimento.
• O Semáforo de Veículos: É o sinal luminoso que orienta os motoristas. Ele tem três cores: Vermelho significa PARE; Amarelo significa ATENÇÃO; Verde significa SIGA.
• O Semáforo de Pedestres: É feito para as pessoas que estão andando a pé. O boneco vermelho indica que devemos esperar na calçada. O boneco verde indica que podemos atravessar na faixa de pedestres com segurança.
• Placas de Sinalização: As placas servem para alertar, orientar e dar ordens. Elas nos mostram onde é proibido estacionar, onde há escola por perto, áreas de velocidade reduzida e onde o motorista é obrigado a parar.
• Cidadania no Trânsito: Obedecer aos sinais e atravessar sempre na faixa de pedestres são deveres de todos. O respeito às regras salva vidas e protege a nossa comunidade.
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "O Guarda de Trânsito":
• O professor inicia a aula mostrando dois cartões coloridos (um vermelho e um verde). O professor propõe uma brincadeira rápida chamada "Estátua no Trânsito": quando o professor erguer o cartão verde, os alunos marcham no lugar simulando carros andando; quando erguer o vermelho, todos devem congelar imediatamente. Após a dinâmica, o professor questiona: "O que aconteceria se a nossa cidade não tivesse essas cores ou se ninguém respeitasse as placas? Como os carros e os pedestres conseguiriam se movimentar pela Avenida Rio de Janeiro ou perto da nossa escola?".
• Pergunta: "Vocês já repararam nas placas de trânsito quando estão vindo para a escola? Quem sabe para que serve aquela placa vermelha escrita 'PARE'?"
• Conceito: Estimular a percepção espacial das regras urbanas e a importância dos comandos visuais na organização do tráfego.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica e Geográfica:
O professor explica:
• O conceito de trânsito como um espaço público compartilhado por pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas;
• A diferença visual e funcional entre o semáforo de veículos (três cores) e o semáforo de pedestres (dois bonecos);
• As placas de sinalização básicas: regulamentação (círculos vermelhos como "Proibido Estacionar") e advertência (losangos amarelos como "Área Escolar");
• A realidade local de Santa Tereza do Oeste: discutir como o trânsito da cidade exige atenção, especialmente por ser um município cortado por rodovia e com grande fluxo de caminhões e maquinários agrícolas;
• Comportamento seguro: o uso do cinto de segurança, a cadeirinha, o ato de olhar para os dois lados antes de atravessar e a importância de andar sempre de mãos dadas com um adulto.
III. Fechamento:
• Síntese: "Hoje nós aprendemos que as cores do semáforo e as placas de trânsito são como uma linguagem secreta que serve para proteger as nossas vidas. Vimos que tanto os motoristas quanto nós, pedestres, temos regras para cumprir. Quando respeitamos a faixa de pedestres e os sinais aqui em Santa Tereza do Oeste, fazemos da nossa cidade um lugar muito mais seguro para se viver."
• Reflexão Final: "Se você pudesse criar uma placa de trânsito mágica para proteger as crianças na frente da nossa escola, como ela seria e o que ela mandaria os carros fazerem?"
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1º ANO – A
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 1º ANO – A - EF I
DATA: 28/07/2026 (Quarta-feira)
PLANO DE AULA: Hábitos e rotinas das famílias
"A rotina familiar é marcada por momentos de convivência que fortalecem os vínculos afetivos e a identidade de cada grupo social. Identificar as atividades compartilhadas, como o momento das refeições, os passeios e os dias de descanso, permite ao aluno do 1º ano reconhecer as semelhanças e diferenças nos hábitos de sua família e das famílias de seus colegas, desenvolvendo noções de tempo, ritmo social, empatia e respeito à diversidade cultural."
📝 PARA EXPALICAR DO QUADRO
Nossos Momentos Juntos: Os Hábitos e as Rotinas das Famílias
• O que é Rotina: A rotina é o conjunto de coisas que fazemos quase todos os dias na nossa casa, como acordar, tomar banho, estudar e dormir. Ela ajuda a organizar o nosso dia.
• Atividades Compartilhadas: São os momentos em que a família fica reunida para fazer a mesma atividade. Comer juntos na mesa, conversar sobre o dia e se ajudar são exemplos importantes de convivência.
• Dias de Descanso: Nos fins de semana ou nos dias de folga dos adultos, as famílias aproveitam para descansar e repor as energias após o trabalho e as aulas.
• Momentos de Lazer: Cada família tem uma forma de se divertir. Algumas gostam de passear na praça, visitar os parentes, jogar futebol, ver um filme ou brincar no quintal.
• Respeito aos Diferentes Costumes: Nenhuma família é igual à outra. Algumas têm rotinas mais agitadas e outras mais calmas, mas todas as rotinas são importantes e devem ser respeitadas.
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "O Relógio da Família"
• O professor inicia a aula imitando, de forma teatral e mímica, algumas ações cotidianas (como escovar os dentes, comer com garfo e faca, e bocejar dormindo). Os alunos do 1º ano devem adivinhar o que o professor está fazendo. Em seguida, o professor questiona: "Em qual momento do dia vocês fazem essas coisas na casa de vocês? Quem costuma sentar com vocês na hora do almoço ou do jantar?". O professor faz o gancho com o tema: "Todas as famílias têm momentos especiais em que se reúnem para comer, passear ou descansar. Hoje vamos descobrir o que as nossas famílias fazem juntas!".
• Pergunta: "O que a sua família mais gosta de fazer reunida quando chega o domingo ou o dia de descanso?"
• Conceito: Despertar a percepção temporal da rotina (manhã, tarde, noite) e a valorização das práticas de convívio familiar.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica:
O professor explica:
• O conceito de hábito e rotina como ações que se repetem e organizam a nossa vida em sociedade;
• A importância do momento das refeições como um espaço de diálogo, afeto e união familiar, onde as pessoas conversam e compartilham histórias;
• A diferença entre o tempo de trabalho/escola e o tempo livre (lazer, passeios e dias de descanso);
• A realidade local de Santa Tereza do Oeste: comentar sobre os hábitos comuns da nossa cidade, como tomar um chimarrão ou tereré em família, ir à igreja, frequentar as praças locais ou visitar parentes no sítio;
• O respeito à diversidade de rotinas: explicar que em algumas famílias os pais trabalham à noite ou aos finais de semana, e que o dia de descanso pode ser diferente para cada um, mas todos os momentos de afeto têm valor.
• Atividade impressa:
III. Fechamento:
• Síntese: "Hoje nós aprendemos que a rotina da nossa casa é cheia de momentos especiais! Vimos que comer juntos, passear e descansar com quem cuida de nós faz a nossa família ficar ainda mais unida. Aqui em Santa Tereza do Oeste, cada colega tem uma rotina diferente no fim de semana, e é muito legal conhecer e respeitar o jeito de cada família viver."
• Reflexão Final / Atividade de Registro: O professor orienta os alunos a fazerem um desenho caprichado no caderno dividido em duas partes: de um lado, eles devem desenhar a família no momento de uma refeição; do outro lado, a família fazendo um passeio ou descansando junta.
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📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMAS: 1º ANO – A - EF I
DATA: 28/07/2026 (Quarta-feira)
PLANO DE AULA: O trabalho que limpa a cidade.
"A manutenção da limpeza urbana e o manejo correto dos resíduos são fundamentais para a saúde pública e para a preservação ambiental. Compreender o papel crucial exercido pelos garis e coletores de recicláveis permite ao aluno do 1º ano valorizar o trabalho desses profissionais como agentes de saúde e beleza dos nossos espaços de vivência, estimulando a consciência ecológica, a cidadania e a empatia no cotidiano."
📝 PARA EXCPLICAR DO QUADRO
Os Cuidadores da Nossa Cidade: O Trabalho dos Garis e Coletores
• Quem Limpa as Ruas: Todos os dias, nós produzimos lixo em nossa casa e na escola. Para que as ruas não fiquem sujas e cheias de doenças, existem trabalhadores muito importantes: os garis e os coletores de resíduos.
• O Trabalho do Gari: Os garis cuidam da limpeza das calçadas e praças, varrendo as folhas, as sujeiras e recolhendo o que as pessoas jogam no chão sem querer.
• O Trabalho dos Coletores: Eles passam com o caminhão recolhendo os sacos de lixo que deixamos nas lixeiras das nossas casas. Eles trabalham com muita pressa e força para deixar tudo limpo.
• Os Coletores de Recicláveis: São os trabalhadores que recolhem os materiais que podem ser transformados em coisas novas, como plásticos, papéis, vidros e latinhas. Eles ajudam a proteger a natureza.
• Como nós podemos ajudar: Nós devemos fazer a nossa parte! Jogar o lixo sempre na lixeira, separar os materiais recicláveis e respeitar esses trabalhadores são atitudes de carinho com a nossa cidade.
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "A Cidade da Sujeira" (15 min)
• O professor leva para a sala uma caixa de papelão decorada como uma lixeira e espalha propositalmente pelo chão, perto de sua mesa, alguns papéis amassados e garrafas plásticas vazias (limpas). O professor pergunta: "Se nós deixarmos esse lixo jogado aqui, o que vai acontecer com a nossa sala? E se ninguém recolhesse o lixo das ruas de Santa Tereza do Oeste por um mês inteiro, como ficaria a nossa cidade?". Após ouvir as reações de espanto das crianças do 1º ano, o professor conclui: "Hoje nós vamos conhecer os super-heróis reais da nossa cidade, que usam uniformes coloridos e trabalham duro para proteger a nossa saúde e deixar tudo brilhando!".
• Pergunta: "Vocês já viram o caminhão de lixo passando na rua da casa de vocês? Quem já deu tchau para os coletores que trabalham nele?"
• Conceito: Sensibilizar os estudantes sobre a produção diária de resíduos e a necessidade imediata dos serviços de utilidade pública.
II. Desenvolvimento:
Conversa Geográfica:
O professor explica:
• O conceito de lixo e a diferença entre resíduo comum (orgânico/rejeito) e resíduo reciclável;
• A rotina de trabalho dos garis (varrição e zelo pelas praças locais) e dos coletores (coleta domiciliar e velocidade no trabalho);
• A importância desses profissionais para a saúde pública: sem eles, o lixo acumula, atraindo bichos que transmitem doenças (como ratos e baratas) e entupindo bueiros em dias de chuva;
• A realidade local de Santa Tereza do Oeste: conversar sobre o orgulho que devemos ter em manter nossa cidade limpa, valorizando as equipes de limpeza do município e os trabalhadores que separam os materiais recicláveis;
• Práticas de respeito e empatia: ensinar as crianças a nunca jogarem lixo no chão da escola ou da rua, e a avisarem os adultos sobre o cuidado ao descartar vidros quebrados (embrulhando em caixas ou garrafas pet para não machucar as mãos dos coletores).
III. Fechamento:
• Síntese: "Hoje nós aprendemos que os garis e os coletores de recicláveis fazem um dos trabalhos mais importantes do mundo! Eles cuidam das ruas de Santa Tereza do Oeste para que a gente possa brincar e viver em um lugar saudável e bonito. Respeitar o trabalho deles e jogar o lixo no lugar certo é um dever de toda criança nota dez."
• Reflexão Final / Atividade de Registro: O professor orienta os alunos a fazerem um desenho bem bonito no caderno mostrando a rua de casa limpa, ilustrando o caminhão de coleta ou um gari trabalhando. Ao lado do desenho, com a ajuda do professor no quadro, os alunos devem escrever a palavra: OBRIGADO!
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4º ANO - A
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 4º ANO – A - EF I
DATA: 29/07/2026 (Quarta-feira)
PLANO DE AULA: O Tropeirismo e o Surgimento das Cidades Paranaenses
"O movimento tropeiro foi um dos principais fatores de integração territorial, econômica e cultural do Brasil meridional entre os séculos XVIII e XIX. Compreender a rotina dos tropeiros, a abertura dos caminhos das tropas e os locais de pouso permite ao aluno do 4º ano reconhecer o tropeirismo como o elemento gerador de importantes núcleos urbanos no Paraná, identificando a herança cultural, os fluxos migratórios e a formação da identidade do povo paranaense."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
O Caminho das Tropas: Como o tropeirismo Criou Cidades no Paraná
• Quem Eram os Tropeiros: Eram condutores de tropas de animais (mulas, cavalos e gado) que viajavam longas distâncias entre o Rio Grande do Sul e São Paulo para abastecer a região das minas de ouro e os mercados do Sudeste.
• O Caminho das Tropas: Para realizar essas viagens, os tropeiros abriram estradas no meio da mata. No Paraná, esse caminho cortava os Campos Gerais, criando rotas de comércio, circulação de alimentos, mercadorias, notícias e cultura.
• Os Pousos de Tropeiros: As viagens duravam meses. Nos pontos onde os tropeiros paravam para descansar, alimentar os animais e fugir das chuvas e cheias dos rios, surgiam os "pousos" ou "invernadas".
• O Nascimento das Cidades: Ao redor desses pousos, começaram a surgir comércios, pequenas vendas e moradias para atender os viajantes. Com o tempo, esses locais cresceram e se transformaram em importantes cidades paranaenses, como Castro, Lapa, Ponta Grossa e Palmeira.
• Herança Paranaense: O tropeirismo deixou marcas profundas na culinária (como o feijão tropeiro e o churrasco), no vocabulário, nas vestimentas (botas, lenços e chapéus) e no uso do chimarrão, moldando a cultura do nosso estado.
Figura que representa uma tropa em deslocamento
Monumento ao Tropeiro dá boas vindas para quem chega à Lapa Inaugurado
em 19 de setembro de 1965, junto com a obra de pavimentação da BR-476
entre Lapa e Curitiba, o painel localizado no principal trevo de acesso à Lapa
é um dos símbolos da cidade. A obra foi desenhada pelo artista Poty Lazzarotto
e executada por Franco Giglio. O desenho remete e homenageia os tropeiros,
que deram origem ao município da Lapa no século XVIII.
Localização: trevo de acesso ao município – BR476
Figura que representa uma parte da Feira dos Tropeiros em Sorocaba, SP, entre os
anos 1733 e 1897.
I. Desafio Inicial: "A Parada Obrigatória":
• O professor apresenta no quadro o mapa do Paraná realçando uma linha que corta o estado de sul a norte (o Caminho das Tropas). O professor propõe uma situação-problema: "Imaginem que vocês estão viajando a cavalo do Rio Grande do Sul até São Paulo levando milhares de bois. Não existe hotel, não existe posto de combustível e nem lanchonete na estrada. O que vocês fariam quando a noite chegasse ou quando um rio estivesse cheio demais para atravessar? Onde vocês iriam parar?". Após as respostas dos alunos do 4º ano, o professor faz a conexão: "Foi exatamente procurando lugares seguros para descansar que os tropeiros começaram a desenhar o mapa do nosso estado. Cada parada deles virou uma cidade que existe até hoje!".
• Pergunta: "Vocês já ouviram falar ou conhecem cidades como Lapa, Castro ou Ponta Grossa? Sabiam que elas nasceram por causa de acampamentos de viajantes?"
• Conceito: Compreender o conceito de "pouso" como ponto de origem de núcleos urbanos a partir das necessidades logísticas do passado.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica:
O professor explica:
• O contexto econômico do século XVIII: a necessidade de abastecer a região mineradora de Minas Gerais e o comércio da feira de Sorocaba (SP) com muares e gado;
• A abertura do Caminho Real ou Caminho das Tropas e o isolamento geográfico do Paraná antes dessa rota;
• O processo de transição de um "pouso" para uma vila: o estabelecimento de comerciantes, ferreiros e fazendeiros que compravam terras nas redondezas (sesmarias) para criar o gado que cansava nas viagens;
• Estudo de casos específicos das cidades paranaenses: Castro (Pouso do Iapó), Lapa (Pouso de Capão Alto) e Ponta Grossa, mostrando como a geografia (proximidade de rios e pastagens) favorecia essas paradas;
• A herança cultural viva: a alimentação calórica necessária para aguentar as viagens (feijão tropeiro, carne seca), o chimarrão como hábito de integração nas rodas de conversa do pouso e a linguagem paranaense.
III. Fechamento:
• Síntese: "Hoje nós aprendemos que o Paraná moderno tem suas raízes fincadas nas pegadas dos cavalos e mulas dos tropeiros. Vimos que cidades orgulhosas e populosas como Ponta Grossa, Castro e Lapa nasceram da simplicidade de um pouso de beira de estrada. Esses homens não apenas transportavam animais, mas espalhavam costumes, comidas e dialetos que fazem de nós, hoje, paranaenses."
• Reflexão Final / Atividade de Registro: O professor elabora com os alunos um esquema resumo ,"mentalmente", utilizando setas para demonstrar a evolução histórica estudada: Viagem dos Tropeiros ➡️ Pouso para Descanso ➡️ Pequeno Comércio/Moradias ➡️ Surgimento da Cidade. Abaixo, os alunos devem listar três cidades paranaenses que nasceram desse processo.
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📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMA: 4º ANO A – EF I
DATA: 29/07/2026 (Quarta-feira)
PLANO DE AULA: "As atividades do setor primário são a base da economia e do sustento humano, sendo responsáveis por produzir alimentos e retirar da natureza os recursos necessários para a sobrevivência e para a indústria. Analisar o funcionamento da agricultura, da pecuária e das diferentes formas de extrativismo no estado do Paraná e no município permite ao aluno do 4º ano compreender a importância da terra, do trabalho de campo e da tecnologia na preservação e transformação do espaço geográfico."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
As Riquezas do Setor Primário: Agropecuária e Extrativismo no Paraná
1 - O Que é o Setor Primário? É o conjunto de atividades econômicas que produzem matérias-primas diretamente da natureza e do solo. Ele se divide em três grandes ramos:
a) Agricultura: O cultivo da terra para o plantio de grãos e alimentos (como soja, milho, trigo e feijão).
b) Pecuária: A criação de animais para a produção de carne, leite, ovos, couro e lã (como gado, porcos e aves).
c) Extrativismo: A atividade de coletar ou extrair recursos que a própria natureza oferece de forma nativa.
2 - Os Tipos de Extrativismo:
a) Vegetal: Coleta de frutos, sementes ou madeira (Ex: a erva-mate nativa e o pinhão no Paraná).
b) Mineral: Retirada de minérios do solo (Ex: a extração de areia e pedras para construções).
c) Animal: A caça e a pesca feitas em rios ou mares.
3 - O Setor Primário em Santa Tereza do Oeste: Nosso município possui uma forte identidade ligada ao setor primário. Destacando-se na produção agrícola de grãos e na pecuária leiteira, atividades que geram renda para as famílias do campo e abastecem as cidades da nossa região.
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "O que a Terra nos Dá?"
· O professor cita para a classe três elementos reais do nosso dia a dia: um punhado de grãos de milho, um copo de leite e uma pedra de construção. Ele lança a investigação: "O milho nós plantamos, o leite vem do animal que criamos, mas e essa pedra de construção? Alguém precisou plantar uma semente de pedra no chão para ela nascer? Como esses três elementos chegam até nós?". O professor colhe as respostas e apresenta a diferença entre cultivar, criar e extrair.
· Pergunta: "Se todas as nossas indústrias modernas dependem do que o setor primário retira da terra ou planta nela, por que precisamos cuidar do solo e da natureza do nosso município para garantir o futuro das próximas gerações?"
· Conceito: Compreender a natureza como provedora de recursos e classificar as origens das matérias-primas econômicas cotidianas.
II. Desenvolvimento:
Conversa Geográfica:
O professor explica:
· O conceito de setor primário como o ponto de partida das cadeias de suprimentos globais;
· A agropecuária paranaense (agricultura combinada com pecuária) e o uso de biotecnologia e maquinários pesados na produção de grãos e proteína animal no Oeste do estado;
· A definição e as três vertentes do extrativismo (mineral, vegetal e animal), exemplificando com o histórico da erva-mate e da madeira no Paraná;
· A contextualização com Santa Tereza do Oeste: como pequenas propriedades praticam a policultura e a pecuária familiar, enquanto grandes extensões focam no agronegócio de exportação;
· O impacto ambiental: debater a importância do manejo sustentável e do respeito às matas ciliares e bacias hidrográficas durante a extração e o plantio.
III. Fechamento (20 min)
· Síntese: "Hoje nós aprendemos na nossa aula de Geografia que o setor primário é a grande engrenagem que retira da terra a vida e os materiais que usamos. Seja na agricultura com os grãos, na pecuária com os animais ou no extrativismo com os minerais e vegetais, o Paraná e Santa Tereza do Oeste mostram sua força no campo. Valorizar essas atividades é respeitar o trabalho da terra e entender de onde vêm as nossas riquezas."
· Reflexão Final: "Se você fosse trabalhar no setor primário no futuro, preferiria cuidar de uma lavoura de alimentos, criar animais na pecuária ou trabalhar com a extração mineral sustentável?"
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