SEMANA DE - 27 A 31 DE JULHO DE 2026
SEGUNDA-FEIRA – 27 DE JULHO DE 2026
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 5º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
PLANO DE AULA: Outras linguagens e registros da humanidade
"Antes da invenção da escrita alfabética, a humanidade já desenvolvia formas complexas de se comunicar e registrar sua existência. Através das pinturas rupestres nas paredes das cavernas, da transmissão viva da tradição oral de geração em geração, e da criação de símbolos e mitos, os povos antigos responderam à necessidade vital de preservar suas memórias, explicar os mistérios do mundo e garantir a identidade e a sobrevivência de suas culturas através do tempo."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Além das Letras: Como a Humanidade Preserva a Memória sem a Escrita?
• As Marcas no Tempo: Muito antes de existirem os livros e cadernos, os seres humanos sentiam a necessidade de registrar suas vidas, suas lutas, suas crenças e suas descobertas. Para isso, usavam diferentes linguagens que iam além das palavras escritas.
• Pinturas Rupestres: São os registros feitos em paredes de cavernas por povos da Pré-História. Usando tintas feitas de terra, carvão, sangue de animais e plantas, eles desenhavam cenas de caça, rituais e animais, deixando pistas valiosas sobre como viviam.
• A Tradição Oral: Em muitas sociedades, a memória é transmitida de boca em boca. Os mais velhos contam histórias, cantos e ensinamentos para os mais novos. Sem essa contação de histórias, os conhecimentos sobre remédios naturais, caminhos e antepassados desapareceriam.
• Símbolos e Mitos: Os mitos são histórias sagradas criadas pelos povos antigos para explicar fenômenos da natureza (como a chuva e o sol) e a criação do mundo. Os símbolos funcionavam como códigos visuais que uniam o grupo e transmitiam mensagens diretas sem precisar de letras.
• O Valor das Fontes Não Escritas: A história não é feita apenas de documentos impressos. As pinturas na pedra, os relatos falados e os objetos antigos são fontes históricas fundamentais que ajudam os historiadores a entender a cultura de povos que não usavam o alfabeto.
I. Desafio Inicial: "A Mensagem Através das Gerações" (15 min)
• O professor propõe um desafio prático de comunicação e memória para a turma: "Imagine que nossa comunidade descobriu um segredo vital para sobreviver a uma grande seca, mas nós não temos papel, caneta, celulares ou computadores para anotar. Daqui a duzentos anos, nossos tataranetos precisarão saber desse segredo exato. Como faríamos para que essa informação atravessasse o tempo e chegasse até eles sem se perder ou mudar pelo caminho?". Após ouvir as propostas dos alunos (como criar músicas, desenhos em pedras ou contar histórias repetidas vezes), o professor faz a ponte com as pinturas rupestres e a tradição oral.
• Pergunta: "Se um povo antigo não utilizasse letras, de que forma o desenho de um bisão ferido em uma caverna ou uma história contada por um avô ao redor da fogueira poderiam salvar a vida de uma tribo inteira?"
• Conceito: Compreender que a oralidade, a arte e os símbolos são tecnologias de comunicação tão legítimas e importantes quanto a escrita para a sobrevivência e coesão de um grupo social.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica:
O professor explica:
• O conceito de Pré-História e o papel das pinturas rupestres como manifestações estéticas, místicas e de registro cotidiano de caça e rituais;
• A materialidade das pinturas (uso de pigmentos naturais como óxido de ferro, carvão, gordura animal) e como esses sítios arqueológicos resistiram ao tempo;
• A importância da tradição oral em sociedades antigas (como os povos indígenas americanos e os povos africanos) e o papel dos "guardiões da memória" (anciãos, griôs) na transmissão de saberes científicos, práticos e religiosos;
• A função social dos mitos e dos símbolos visuais como formas de organizar o pensamento coletivo, explicar as origens do universo e ditar regras morais de convivência sem o suporte de leis escritas;
• A questão da exclusão e preconceito histórico: debater como, durante muito tempo, as sociedades de tradição puramente oral foram classificadas incorretamente como "atrasadas" ou "sem história" pelas culturas letradas, gerando exclusão cultural.
III. Fechamento:
• Síntese: "Hoje descobrimos que a história da humanidade não começou com o alfabeto. Muito antes das letras, nossos ancestrais já pintavam suas realidades nas pedras e cantavam suas memórias ao redor do fogo. A tradição oral, os mitos e os símbolos gráficos são monumentos vivos que resistem ao tempo. Reconhecer o valor dessas linguagens é o que nos permite escutar as vozes das comunidades indígenas, das culturas quilombolas e até as histórias contadas pelos pioneiros que iniciaram o nosso município de Santa Tereza do Oeste."
• Reflexão Final: "Se as histórias contadas de boca em boca são tão importantes para preservar quem nós somos, o que acontece com a história de uma família ou de uma cidade quando deixamos de conversar com os nossos idosos e de escutar as memórias deles?"
TURMA: 5º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
PLANO DE AULA: Crescimento urbano e desigualdade social
"O crescimento das cidades brasileiras ocorreu de forma rápida e, muitas vezes, sem planejamento adequado. Esse processo gerou a chamada segregação socioespacial, que é a separação de grupos sociais no espaço urbano. Enquanto algumas áreas centrais e bairros nobres recebem investimentos em asfalto, saneamento básico, iluminação e lazer, as periferias frequentemente sofrem com a falta desses serviços essenciais, tornando visível a desigualdade social no mapa das cidades."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
A Cidade Dividida: O Crescimento Urbano e a Segregação
• O Crescimento das Cidades: Nas últimas décadas, a população das cidades brasileiras aumentou muito rápido. Esse crescimento acelerado aconteceu devido à busca de emprego, serviços e melhores condições de vida pela população.
• O que é Segregação Socioespacial? É a separação física de diferentes classes sociais dentro de uma mesma cidade. As pessoas com maior poder aquisitivo moram em áreas com melhor estrutura, enquanto as famílias de baixa renda ocupam regiões mais afastadas.
• Bairros Estruturados vs. Periferias:
a) Áreas centrais/nobres: Possuem água encanada, coleta de esgoto, ruas asfaltadas, iluminação pública, praças, hospitais e transporte eficiente.
b) Periferias/favelas: Muitas vezes sofrem com ruas de terra, falta de saneamento básico, ausência de áreas de lazer e maior distância dos serviços de saúde e trabalho.
• O Direito à Cidade: Todas as pessoas, independentemente de onde moram, têm direito a viver em um lugar seguro, limpo e com infraestrutura básica. O governo deve investir recursos públicos de forma justa para reduzir essas diferenças.
I. Desafio Inicial: "A Cidade no Tabuleiro"
• O professor propõe um jogo mental para a turma: "Imagine que somos prefeitos de uma cidade fictícia que está crescendo e recebemos dinheiro para construir apenas uma praça, um posto de saúde e asfaltar três ruas. Onde vocês colocariam essas melhorias: perto da prefeitura, onde já existem lojas e prédios bonitos, ou lá no bairro novo que acabou de surgir e onde as pessoas andam no barro?". Após coletar as respostas, o professor questiona o impacto dessa decisão ao longo de 20 anos.
• Pergunta: "O que acontece com o valor das casas e com a vida das pessoas que moram em um bairro que nunca recebe investimentos públicos?"
• Conceito: Perceber que as decisões políticas e econômicas determinam quem tem acesso aos benefícios da urbanização e quem fica excluído deles.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica/Geográfica:
O professor explica:
• O conceito de êxodo rural e industrialização como motores do crescimento das cidades brasileiras no século XX;
• A definição termo a termo de "segregação socioespacial" (separação na sociedade refletida no espaço físico);
• A especulação imobiliária: como o preço da terra urbana empurra a população mais pobre para áreas periféricas e sem infraestrutura;
• A importância vital do saneamento básico (água tratada e coleta de esgoto) para a saúde pública, correlacionando a falta desses serviços ao surgimento de doenças;
• O papel dos impostos: explicar que os recursos públicos arrecadados em toda a cidade devem ser revertidos prioritariamente para as áreas que mais necessitam de intervenção urbana.
III. Fechamento:
• Síntese: "Hoje aprendemos que as cidades não crescem de forma igual para todo mundo. A segregação socioespacial cria bairros com fartura de serviços e periferias que enfrentam a falta do básico. Reconhecer essas diferenças é o primeiro passo para que possamos cobrar melhorias e planejar cidades onde todos os cidadãos, seja no centro de Santa Tereza do Oeste ou nos bairros mais distantes, tenham seus direitos respeitados."
• Reflexão Final: "Se olharmos para o nosso município ou para a grande cidade vizinha, Cascavel, conseguimos identificar onde ficam as áreas mais estruturadas e onde estão os bairros que ainda precisam de mais atenção e asfalto?"
TURMA: 3º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
PLANO DE AULA: "A emancipação política é um marco na história de uma comunidade, pois representa a conquista de sua autonomia administrativa. Estudar os seus símbolos oficiais — a bandeira, o brasão e o hino — permite ao aluno do 3º ano compreender a construção da identidade local, os valores da comunidade e o sentimento de pertença ao município onde vive."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Nossa Cidade, Nossa Identidade: Os Símbolos Oficiais
b) Brasão: É um desenho especial (escudo) que traz elementos do campo e do trabalho, como as plantações que geram riquezas para nós.
c) Hino Municipal: É a canção oficial que conta, através da música, o orgulho de viver em Santa Tereza do Oeste.
Bandeira do Município de Santa Tereza do Oeste, PR
Fonte: https://www.google.com/search?q=bandeira+de+santa+tereza+do+oeste&oq=bandeira.
Brasão do Município de Santa Tereza do Oeste, PR
Fonte: https://www.google.com/search?q=brasão+de+santa+tereza+do+oeste
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Hino de Santa Tereza do
Oeste - PR Nossas vozes se erguem festivas Este
berço a cantar Esta
terra tão dadivosa Queremos
hoje exaltar
ESTRIBILHO
Empunhando
tua bandeira O teu
povo lutará Santa Tereza
do Oeste, Linda
flor do Paraná.
Em
airosa colina de ergues Inundada
de verdor, Ostentando
belezas tantas Qual
primorosa flor.
|
És
roteiro febril, agitado. Junto
ao Parque Nacional; Assim
surges, toda formosa. Qual
gracioso portal.
Um
porvir promissor antevendo Tu te
firmas no saber. Pela
crença, pelo trabalho. Certeza
tens de vencer
autoria e melodia de Sabino Lorenzo Conte
Música: https://www.youtube.com/ watch?v=dQiVdUNAY7s&t=12s |
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "O que o escudo da cidade nos conta?"
O professor apresenta à turma o desenho do brasão de Santa Tereza do Oeste (ou aponta para o topo de um documento oficial) e desafia os alunos: "Olhem bem para esse escudo da nossa cidade. Quais desenhos de plantas ou ferramentas vocês conseguem ver escondidos nele? Por que será que escolheram esses desenhos para representar a nossa cidade e não o desenho de um avião ou de um navio?". O professor ouve as hipóteses e explica que os símbolos mostram o que a cidade tem de mais precioso: a sua agricultura e o seu povo.
Pergunta: "Nós comemoramos o nosso aniversário no dia em que nascemos. Por que a nossa cidade comemora o aniversário dela no dia 12 de junho? O que mudou na vida das pessoas a partir do ano de 1989?"
Conceito: Desenvolver a noção de patrimônio simbólico e temporalidade histórica, conectando a simbologia oficial à base socioeconômica e política do município.
II. Desenvolvimento:
Conversa Histórica:
O professor explica:
O conceito de emancipação política: o processo de transição de distrito/vila (dependente de Cascavel) para município autônomo;
A escolha da data comemorativa de 12 de junho e a importância de valorizar a memória dos pioneiros e lideranças que lutaram pela independência administrativa;
A análise simplificada da Bandeira Municipal: o significado de suas cores e faixas geométricas;
A decodificação do Brasão: os ramos agrícolas (representando a força do campo), a coroa mural (que representa a cidade) e as datas gravadas no listel;
A audição e análise de trechos simples da letra do Hino Municipal, destacando as palavras que falam sobre o orgulho e o trabalho na terra;
A importância cívica de respeitar os símbolos oficiais durante as solenidades escolares.
III. Fechamento:
Síntese: "Hoje nós aprendemos que Santa Tereza do Oeste tem uma certidão de nascimento histórica que aconteceu no dia 12 de junho de 1989. Para mostrar ao mundo a nossa história e o nosso valor, foram criados três símbolos: a bandeira, o brasão e o hino. Toda vez que olhamos para a nossa bandeira ou cantamos o nosso hino, estamos celebrando a força de cada morador e o orgulho de fazer parte deste município."
Reflexão Final: "Se você pudesse escolher uma palavra bem bonita da nossa aula de hoje para dar de presente para Santa Tereza do Oeste no aniversário dela, qual palavra você escolheria?"
📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMA: 3º ANO A – EF I
DATA: 27/07/2026 (Segunda-feira)
"O espaço rural possui elementos naturais e culturais que constroem uma dinâmica de vida e trabalho ligada à terra. Compreender as características fundamentais do campo — como a presença de estradas de terra, chácaras, sítios, fazendas, áreas de mata nativa e a menor concentração de pessoas e moradias — permite ao aluno do 3º ano diferenciar as paisagens do município e valorizar o modo de vida rural."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
O Ritmo do Espaço Rural: As Características do Campo
1 - O Que é o Campo? O campo é o espaço rural de um município. Ele é marcado por uma paisagem com muita natureza, grandes áreas verdes e terras destinadas à produção de alimentos e criação de animais.
2 - Menor Concentração: No campo, as casas e moradias ficam bem afastadas umas das outras. Há uma menor concentração de pessoas circulando nas vias em comparação com o espaço urbano.
3 - Elementos da Paisagem Rural: A paisagem do campo é formada por pequenas propriedades (chácaras e sítios) e grandes propriedades (fazendas). Também encontramos estradas de terra, cercas, plantações, pastos e matas nativas.
4 - Modo de Vida Rural: A vida no campo costuma ter um ritmo mais tranquilo, muito ligado aos ciclos da natureza (o nascer do sol, as estações do ano e a época das chuvas). As pessoas trabalham na terra e cuidam dos animais.
5 - Importância do Campo: O espaço rural é essencial para todo o município. É de lá que saem os alimentos que comemos todos os dias na nossa mesa (como leite, frutas, verduras e grãos) e as matérias-primas para as indústrias.
• A Árvore Genealógica: A árvore genealógica é um desenho em forma de árvore que nos ajuda a organizar a história da nossa família. As raízes representam os parentes mais antigos e os galhos novos somos nós.
1º ANO – A
