SEGUNDA-FEIRA – 21 DE SETEMBRO DE 2026
TURMA: 5º ANO A – EF I
DATA: 21/09/2026 (Segunda-feira)
HORÁRIO: 07:40
às 08:40
DURAÇÃO: 60
min
PLANO DE AULA: As Estradas do Passado: Rotas
Comerciais e o Encontro de Culturas na Antiguidade
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
O Comércio
Internacional na Antiguidade e a Troca Cultural
• Rotas Comerciais: Eram os
caminhos repetidos pelos comerciantes antigos para levar produtos de uma região
para outra. Dividiam-se em dois tipos:
a) Rotas Terrestres: Feitas por terra,
atravessando desertos e montanhas. Os comerciantes viajavam em grupos chamados
"caravanas", usando camelos e cavalos.
b) Rotas Marítimas: Feitas por mar
(como o Mar Mediterrâneo), usando barcos a vela ou a remo para transportar
grandes quantidades de mercadorias.
• Intercâmbio Cultural:
Significa a troca de ideias, culturas e conhecimentos. Ao negociar, os povos
antigos ensinavam e aprendiam uns com os outros (novas religiões, o alfabeto,
números e tecnologias).
• Nossa Realidade: Hoje, as
mercadorias chegam a Santa Tereza do Oeste pela rodovia BR-277. Na Antiguidade,
não havia asfalto; o comércio dependia totalmente da força dos animais, do
vento e da coragem dos viajantes.
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "O mistério do produto que veio de longe"
- O
professor inicia a aula mostrando um objeto comum que os alunos conhecem
bem, como um pacote de canela, pimenta ou uma roupa de algodão, e lança a
pergunta: "Se você vivesse há 3 mil anos e quisesse muito comprar
uma especiaria ou um tecido bonito que só existe do outro lado do mundo,
como você faria se não existia internet, correios ou avião? Como as coisas
saíam de um país e chegavam ao outro?"
- O
professor abre espaço para as crianças imaginarem os perigos de viajar por
meses em camelos no deserto ou em barcos de madeira no mar.
- Conceito:
Provocar a percepção de que o comércio na Antiguidade exigia um esforço
gigantesco e criava conexões profundas entre povos que nem se conheciam.
II.
Desenvolvimento
Conversa Histórica:
O professor explica os seguintes pontos interligados:
- Caminhando
pelo Deserto (As Rotas Terrestres): Explicar como
funcionavam as caravanas. Comerciantes se juntavam para se proteger de
salteadores, enfrentando calor e frio severos para transportar seda, ouro
e especiarias por terra.
- Navegando
pelo Mar (As Rotas Marítimas): Destacar o papel de
povos como os fenícios, os grandes navegadores do Mar Mediterrâneo. Eles
criavam portos e espalhavam produtos por todas as praias da região.
III. Fechamento:
- Síntese: "Hoje
nós descobrimos que os comerciantes do passado eram verdadeiros
exploradores. Eles abriram caminhos na terra e no mar que mudaram o mundo
para sempre. Aprendemos também que o comércio não serve apenas para trocar
moedas e objetos, mas serve principalmente para misturar culturas. Se hoje
nós usamos o alfabeto para escrever e conhecemos tantas histórias
diferentes, devemos isso aos encontros que aconteciam nas feiras da
Antiguidade."
- Reflexão Final: "Pensando em Santa Tereza do Oeste: quando vamos ao mercado ou às lojas da cidade, nós compramos produtos que vêm de outros estados ou até de outros países? O que mudou das rotas antigas para as rotas que trazem os produtos até nós hoje?"
-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-
📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMA: 5º ANO A – EF I
DATA: 21/09/2026 (Segunda-feira)
HORÁRIO: 08:40 às 09:40
DURAÇÃO: 60 min
PLANO DE AULA: O
Mapa do Tesouro Energético: Recursos Naturais e as Fontes que Movem o Paraná
"O território onde vivemos é rico em tesouros escondidos pela natureza: a água dos rios, a força dos ventos, as florestas e os minerais enterrados no solo. Para encontrar e organizar tudo isso, os geógrafos utilizam os mapas temáticos, que funcionam como verdadeiros guias dos recursos naturais do Brasil e do Paraná. Esses recursos são a base para gerar a energia que move nossas vidas. No entanto, a humanidade enfrenta um grande desafio: diferenciar as fontes renováveis — aquelas que se renovam e não acabam, como o sol e a água — das fontes não renováveis, que poluem o planeta e podem desaparecer para sempre se não forem usadas com responsabilidade."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Mapas
Temáticos, Recursos Naturais e Fontes de Energia
• Mapas Temáticos: São mapas específicos que servem para localizar onde
estão os recursos minerais, florestais e hídricos (água) no território
brasileiro e paranaense.
• Recursos Naturais: Tudo o que a natureza nos oferece e que o ser
humano utiliza para sobreviver e desenvolver tecnologias.
• Fontes de Energia: São os recursos usados para gerar eletricidade,
combustíveis e calor. Elas se dividem em dois tipos principais:
a) Fontes Renováveis:
Não se esgotam com o uso, pois a própria natureza se encarrega de renovar (Ex:
água dos rios, luz do sol, vento e a biomassa do campo).
b) Fontes Não Renováveis:
Demoram milhões de anos para se formar e vão acabar se continuarmos usando (Ex:
petróleo, carvão mineral e gás natural).
• Nossa Realidade: O Paraná é uma potência em energia renovável.
Pertinho de nós, em Foz do Iguaçu, fica a Usina de Itaipu, que usa a água
(recurso hídrico) para iluminar nossas casas em Santa Tereza do Oeste.
I. Desafio Inicial: "O Apagão e o Mapa do Tesouro"
- O
professor inicia a aula propondo um mistério: "Imaginem que Santa
Tereza do Oeste inteira ficasse sem energia elétrica a partir de hoje. De
onde vem a eletricidade que liga a nossa televisão, o videogame e a
geladeira? Se precisássemos descobrir onde estão escondidos os rios mais
fortes ou o petróleo no Brasil para resolver esse problema, que tipo de
mapa deveríamos usar?"
- O
professor explica que temos que ter em mente a ideia de um mapa temático,
explicando que ele não mostra apenas estradas, mas sim onde estão
guardados os recursos da natureza.
- Conceito:
Provocar a percepção de que a energia que consumimos no dia a dia depende
diretamente da localização e da exploração dos recursos naturais do nosso
território.
II.
Desenvolvimento:
Conversa Geográfica:
O professor explica os seguintes pontos interligados:
- Desvendando
os Mapas Temáticos: Ensinar os alunos a ler as legendas dos
mapas de recursos. Mostrar como os símbolos indicam onde estão as
florestas (recursos florestais), as bacias hidrográficas (recursos
hídricos) e os minérios como ferro e ouro (recursos minerais) no Brasil e
no Paraná.
- O
que são Fontes de Energia? Explicar que a
humanidade transforma esses recursos naturais em força motriz e
eletricidade.
- O
Duelo das Energias (Renováveis vs. Não Renováveis):
- Renováveis:
Destacar o Sol (solar), o Vento (eólica) e, principalmente, a Água
(hidrelétrica), usando o exemplo regional de Itaipu. Citar a biomassa
(resto de vegetais e esterco de animais), muito comum nas fazendas da
nossa região oeste.
- Não Renováveis: Explicar o perigo do petróleo (que faz a gasolina do carro) e do carvão mineral. Mostrar que eles poluem o ar e um dia vão acabar.
- Síntese: "Hoje
nós aprendemos a ser detetives do território. Descobrimos que os mapas
temáticos nos revelam onde a natureza guardou suas maiores riquezas.
Aprendemos também que a energia que move o mundo pode vir de fontes limpas
e eternas, como a água e o sol, ou de fontes poluentes que vão acabar,
como o petróleo. O nosso estado, o Paraná, se destaca muito por usar a
força da água de forma renovável para iluminar as nossas vidas."
- Reflexão
Final: "Olhando ao redor da sua casa ou da
nossa escola aqui em Santa Tereza do Oeste, você consegue identificar
alguma fonte de energia renovável sendo usada? Você já viu placas de
energia solar nos telhados das casas ou no campo?"
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 3º ANO A – EF I
DATA: 21/09/2026 (Segunda-feira)
HORÁRIO: 09:40
às 10:40
DURAÇÃO: 60 min
PLANO DE AULA: Quem
Cuida e de Quem É? Descobrindo os Espaços Públicos, Privados e Domésticos
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Espaços Públicos, Privados e Domésticos
• Espaço Público: É o lugar
que pertence a toda a população (todos são donos). Exemplos: praças, ruas,
parques e calçadas. Servem para o lazer e convivência. Quem cuida deles é a
Prefeitura, mas todos nós devemos preservar.
• Espaço Privado: É o lugar
que tem um dono particular (uma pessoa ou uma empresa). Exemplos: lojas,
farmácias, supermercados e shoppings. Têm regras próprias de funcionamento e
horários para entrar.
• Espaço Doméstico: É um
tipo especial de espaço privado: a nossa casa! É o lugar da nossa família, onde
temos total privacidade e nossas próprias regras de convivência.
• Nossa Realidade: A Praça
Central de Santa Tereza do Oeste é um espaço público. O mercado onde sua
família faz compras é um espaço privado. A sua cama e o seu quarto são o seu
espaço doméstico.
I. Desafio Inicial: "Posso entrar de pijama?"
- O
professor inicia a aula com uma brincadeira de perguntas rápidas para
ativar as hipóteses das crianças: "Se eu quiser jogar bola no meio
da Praça Central de Santa Tereza do Oeste de pijama, eu posso? E se eu
quiser entrar na casa de um desconhecido e deitar no sofá dele, eu posso?
Por que na praça todo mundo pode entrar e na nossa casa não?"
- O
professor abre espaço para as crianças explicarem com suas palavras o
conceito de "o que é meu", "o que é do outro" e
"o que é de todo mundo".
- Conceito:
Provocar a percepção de que a cidade é dividida por limites de propriedade
e regras de convivência social e familiar.
II.
Desenvolvimento:
Conversa Histórica e Social:
O professor explica os seguintes pontos interligados usando desenhos simples no
quadro:
- O
Lugar de Todos: Explicar que as ruas, praças e parquinhos
pertencem a todas as crianças e adultos. Mostrar que, por ser de todos, a
responsabilidade de manter limpo e não quebrar os brinquedos é de cada
cidadão, enquanto a prefeitura faz a manutenção pesada.
- O
Lugar de Alguém: Mostrar que as lojas da cidade possuem um
dono. Você pode entrar para comprar, mas precisa respeitar o horário de
abertura, não pode estragar os produtos e o dono pode decidir as regras do
local.
- O
Meu Refúgio: Destacar a casa como o ambiente mais íntimo.
É onde tiramos os sapatos, descansamos e guardamos nossas coisas mais
pessoais. Ninguém entra sem permissão.
III. Fechamento:
- Síntese: "Hoje
nós descobrimos que a nossa cidade funciona em perfeita organização quando
entendemos os seus espaços. Aprendemos que a rua e a praça são públicas e
neles exercemos nossa cidadania cuidando do patrimônio comum. Vimos que o
comércio é privado e que a nossa casa é o nosso lar doméstico sagrado.
Respeitar essas divisões faz de nós ótimos moradores para Santa Tereza do
Oeste."
- Reflexão Final: "Se você encontrar um papel de bala no chão do seu quarto, você junta? E se encontrar esse mesmo papel de bala no banquinho da praça da nossa cidade, de quem é o dever de jogar no lixo?"
📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMA: 3º ANO A – EF I
DATA: 21/09/2026 (Segunda-feira)
HORÁRIO: 10:40 às 11:40
DURAÇÃO: 60 min
PLANO DE AULA: O Guia do Espaço:
Pontos de Referência e as Diferentes Formas de Olhar o Mundo
"Para nos movimentarmos no espaço com segurança e autonomia, precisamos aprender a nos localizar e a explicar caminhos para os outros. Uma das formas mais fáceis de fazer isso é utilizando os pontos de referência — como aquela padaria conhecida ou o mercado do bairro — combinados com as noções de direção, como esquerda e direita. Além disso, os geógrafos precisam aprender a enxergar o mundo de ângulos diferentes. Quando olhamos algo de cima e de lado, temos a visão oblíqua; mas quando olhamos exatamente de cima para baixo, como um satélite ou um drone, temos a visão vertical, que é a base para construir os mapas que usamos no dia a dia."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Localização,
Pontos de Referência e Visões do Espaço
• Pontos de Referência: São
lugares conhecidos, fixos e fáceis de achar (uma igreja, uma escola, um
mercado) que usamos para ajudar alguém a encontrar um endereço.
• Direções do Corpo: Para
ensinar um caminho, usamos o nosso próprio corpo como guia: para a frente,
para trás, para a esquerda e para a direita.
• Visão Oblíqua: É quando
olhamos para um objeto de cima e de lado. Conseguimos ver a frente e o
teto dele ao mesmo tempo (como o desenho de uma casa comum).
• Visão Vertical: É quando
olhamos para um objeto exatamente de cima para baixo (visão de drone).
Só conseguimos ver o teto do objeto. É a visão usada nos mapas.
• Nossa Realidade: Para
explicar onde fica a nossa escola em Santa Tereza do Oeste, podemos dizer se
ela fica perto de uma avenida famosa, ao lado de um comércio ou atrás de uma
praça.
I.
Desafio Inicial: "O Drone Humano e o Robô Perdido" (15 min)
- O
professor inicia a aula pedindo para todos os alunos olharem para a sua
própria borracha em cima da mesa. Primeiro, pede para olharem normalmente
(de cima e de lado). Depois, pede para colocarem o queixo na mesa e
olharem de frente. Por fim, pede para ficarem de pé e olharem a borracha
exatamente de cima para baixo, como se fossem um drone. "O formato
da borracha mudou dependendo de onde vocês olharam?"
- Em
seguida, faz um desafio de localização: "Se um robô estivesse
perdido na porta da nossa escola e quisesse chegar até a nossa sala, que
pontos de referência da escola vocês diriam para ele não errar o
caminho?"
- Conceito:
Provocar a percepção de que a nossa posição no espaço muda a forma como
vemos as coisas e como explicamos trajetos.
II.
Desenvolvimento
Conversa Geográfica:
O professor explica os seguintes pontos interligados:
- Construindo
Caminhos: Explicar que "virar na segunda
rua" é confuso, mas dizer "vire na rua do mercado grande"
ajuda muito mais. Treinar com eles comandos físicos de lateralidade
(levantar a mão direita, apontar para trás, olhar para a esquerda)
aplicados à cidade.
- O
Segredo das Perspectivas:
- Visão
Oblíqua: Desenhar um dadinho ou uma casinha em 3D no
quadro. Mostrar que o olho vê os lados e o topo ao mesmo tempo. É como
nós enxergamos o mundo andando pela rua.
- Visão
Vertical: Desenhar apenas um quadrado plano (visto de
cima). Explicar que se um astronauta ou um drone fotografar a escola bem
de cima, os prédios vão parecer apenas quadrados e retângulos. Mostrar
que os mapas de GPS usam essa visão.
III.
Fechamento (20 min)
- Síntese: "Hoje
nós aprendemos a guiar as pessoas no espaço e a enxergar como verdadeiros
cartógrafos. Descobrimos que os pontos de referência são os nossos
melhores amigos na hora de explicar onde fica um lugar em Santa Tereza do
Oeste. Aprendemos também que um mesmo objeto pode parecer totalmente
diferente se olhado de lado (visão oblíqua) ou direto de cima para baixo
(visão vertical), que é a visão secreta usada para desenhar os
mapas."
- Reflexão Final: "Se você estivesse voando de helicóptero bem em cima do telhado da sua casa, você conseguiria ver a cor da porta da frente da sua casa? Que visão seria essa?"
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMAS: 2º ANO A e 2º ANO B – EF I
DATA: 22/09/2026 (Terça-feira)
HORÁRIO: 07:40 às 08:40 (2º Ano B) e
09:40 às 10:40 (2º Ano A)
DURAÇÃO: 60 min por turma
PLANO DE AULA: Quem Trabalha na Escola? Os Profissionais que Constroem a
Nossa História
📝 PASSAR NO QUADRO PARA OS
ALUNOS COPIAR
QUEM FAZ A NOSSA ESCOLA
FUNCIONAR?
1) DIREÇÃO E SECRETARIA: ORGANIZAM A ESCOLA E CUIDAM DOS DOCUMENTOS.
2) PROFESSORES: ENSINAM, EXPLICAM E AJUDAM A APRENDER.
3)
MERENDEIRAS: FAZEM A MERENDA COM CARINHO E CUIDADO.
4)
ZELADORIA: DEIXAM A ESCOLA LIMPA E ORGANIZADA.
5) TODOS
SÃO IMPORTANTES! RESPEITAR O TRABALHO DE CADA UM É VALORIZAR A NOSSA ESCOLA!
1. Cronograma da Aula:
I.
Desafio Inicial: "O Enigma das Ferramentas Perdidas"
- O professor inicia a
aula levando para a sala uma sacola ou caixa com objetos que representam o
trabalho na escola: um apagador/giz (professor), uma colher de sopa grande
ou avental (merendeira), uma pasta com documentos (secretária), um molho
de chaves (diretora) e um pano de limpeza ou espanador (zelador).
- O professor lança o
enigma de forma lúdica: "Se a nossa escola amanhecesse hoje sem
ninguém para usar essas ferramentas, o que aconteceria com o nosso dia?
Conseguiríamos ter comida gostosa? As salas estariam limpas? Quem são as
pessoas reais da nossa escola que dão vida a esses objetos?"
- O professor ouve as
respostas das crianças, incentivando-as a citar os nomes próprios dos
funcionários que elas conhecem na Escola Nossa Senhora do Carmo.
- Conceito:
Estimular a empatia e a observação atenta do ambiente social imediato,
percebendo que a estrutura escolar depende diretamente do trabalho humano.
II.
Desenvolvimento:
Conversa
Histórica e Funcional:
O professor explica os seguintes pontos em linguagem acolhedora para o 2º ano:
- A
Gestão e Organização: Apresentar o papel da Direção e da
Secretaria. Explicar de forma simples que eles cuidam do funcionamento
burocrático e da segurança, como os "capitães" que guiam o barco
da escola.
- A
Docência: Dialogar sobre o papel do Professor. Mostrar
que o professor também estuda e trabalha antes e depois que o sinal bate
para preparar o melhor caminho de aprendizado.
- O
Cuidado e o Sustento: Destacar o papel crucial das
Merendeiras e dos Zeladores. Conversar sobre o esforço físico desses
profissionais e o impacto imediato na saúde e na felicidade dos alunos
(comer bem e estudar em um lugar cheiroso e limpo).
- Relações
de Respeito: Debater sobre deveres dos alunos (jogar o
lixo na lixeira, manter a mesa organizada, escutar com atenção). Mostrar
que a cooperação diminui o peso do trabalho do outro.
III.
Fechamento:
- Atividade
Prática (O Mural da Gratidão): O professor distribui
folhas de papel sulfite divididas ao meio ou pequenos cartões. Cada aluno
desenhará um dos profissionais da escola em seu posto de trabalho e
tentará escrever uma frase simples de agradecimento (ex: "Obrigado(a)
por cuidar da nossa escola/alimentação").
- Síntese: "Hoje
nós descobrimos que a Escola Municipal Rural Nossa Senhora do Carmo é como
um grande relógio: para ele funcionar e marcar a hora certa, cada pecinha
precisa trabalhar junta. Aprendemos que o professor ensina, a diretora
organiza, a secretária documenta, a merendeira alimenta e o zelador limpa.
Todos eles escrevem a história de Santa Tereza do Oeste cuidando do futuro
do nosso município, que são vocês!"
- Reflexão
Final: "Quando você passar por um desses
profissionais no corredor hoje na hora da saída ou do recreio, qual
palavra de carinho você vai escolher para dizer a ele?"
📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMAS: 2º ANO A e 2º ANO B – EF I
DATA: 22/09/2026 (Terça-feira - Coincidentemente,
a data marca o início da Primavera no Hemisfério Sul!)
HORÁRIO: 2º ANO B (08:40 ÀS 09:40) e
2º ANO A (10:40 às 11:40)
DURAÇÃO: 60
min por turma
PLANO DE AULA: O Ritmo da Natureza: As Estações do Ano no Nosso Paraná
"O tempo da natureza molda a nossa rotina, as nossas roupas e as paisagens que vemos no caminho para a escola. No estado do Paraná, as transições entre as quatro estações trazem características marcantes que impactam diretamente a vida rural e urbana de Santa Tereza do Oeste. Compreender a Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno permite ao aluno de 2º ano desenvolver a percepção de ciclo temporal, identificar transformações nas paisagens locais e reconhecer os ritmos da natureza associados aos seus próprios hábitos cotidianos."
📝 PARA
COPIAR DO QUADRO
As
Quatro Estações do Ano
- 🌸 Primavera:
É a estação das flores. Os dias ficam mais quentinhos e coloridos.
- ☀️ Verão:
É a estação do calor. Os dias são longos e com chuvas no fim da tarde.
- 🍁 Outono:
É o tempo das frutas e das folhas secas que caem das árvores.
- ❄️ Inverno:
É a estação do frio. Os dias são curtos e as noites são bem geladas.
📝 PARA EXPLICAR DO QUADRO
As Quatro
Estações no Nosso Dia a Dia!
- Primavera
(Estação das Flores): Começa exatamente hoje! Os dias começam
a ficar mais quentes, as árvores ganham novas folhas e os campos de Santa
Tereza do Oeste ficam cheios de flores.
- Verão (Estação do Calor e das Chuvas): Dias longos, sol forte e calor. É a época em que usamos roupas leves, bebemos mais água e temos as chuvas de fim de tarde que ajudam as plantações a crescer.
- Outono (Estação das Frutas e das Folhas Secas): O vento fica mais fresco e os dias começam a encurtar. Muitas árvores derrubam suas folhas para se proteger e é a época de colheita de muitas frutas gostosas.
- Inverno
(Estação do Frio): Dias mais curtos e noites geladas. No
Paraná, o frio pode ser bem forte, com vento gelado e geadas de manhã.
Usamos casacos pesados e comemos alimentos quentes.
1.
Alinhamento Normativo
- Unidade
Temática: Conexões e escalas.
- Objeto
de Conhecimento: Experiências em contextos familiares e
escolares / Mudanças de paisagem sob efeito de fenômenos naturais e ações
humanas.
- Objetivos
de Aprendizagem (RCP): PR.EF02GE05.s.2.5 (Identificar e
comparar as características e ritmos da natureza, como as estações do ano,
em diferentes tempos e espaços, reconhecendo seus efeitos no cotidiano).
- Habilidade
Adaptada ao Contexto Local: Reconhecer as
características climáticas e visuais da Primavera, Verão, Outono e Inverno
no município de Santa Tereza do Oeste e no estado do Paraná, associando
cada período às mudanças observadas na paisagem da escola rural e nos
hábitos de vestuário e alimentação locais.
- Habilidade
BNCC: (EF02GE05) Analisar mudanças e
permanências, comparando dados de condições temporais nos lugares de
vivência e em diferentes tempos.
- Código
RCP: EF02GE05_PR
2.
Cronograma da Aula (60 min)
I.
Desafio Inicial: "O Guarda-Roupa Bagunçado" (15 min)
- O professor inicia a
aula levando uma mala ou mochila de viagem para a sala de aula. De dentro
dela, retira objetos misturados: um cachecol de lã grosso, um óculos de
sol, uma capa de chuva, uma folha seca de árvore e um vaso de flor (pode
ser artificial).
- O professor lança a
problematização: "Vejam só! Eu fui arrumar minhas coisas para vir
trabalhar hoje e me confundi totalmente. Se eu sair lá fora em Santa
Tereza do Oeste em pleno mês de julho vestindo apenas bermuda e óculos de
sol, o que vai acontecer comigo? E se eu usar esse cachecol pesado no meio
de janeiro? Por que o nosso tempo muda tanto durante o ano?"
- O professor conduz os
alunos a perceberem que a natureza segue um ritmo organizado e revela que
hoje, dia 22 de setembro, o inverno está se despedindo para dar as
boas-vindas à Primavera.
- Conceito:
Ativar o conhecimento prévio sobre temperatura e vestuário, introduzindo a
ideia de ciclos climáticos anuais.
II.
Desenvolvimento (25 min)
Exploração
Geográfica e Diálogo Orientado:
O professor apresenta o painel das estações adaptado à realidade paranaense:
- Paraná
e suas Diferenças: Explicar que, ao contrário do norte do
Brasil onde faz calor quase o ano todo, o nosso estado tem estações bem
divididas.
- Primavera
e Verão (Calor e Vida): Mostrar como a
paisagem rural ganha cor. Discutir a importância das chuvas de verão para
o plantio e o cuidado que os alunos devem ter com a hidratação e proteção
solar na escola.
- Outono
e Inverno (O Ciclo do Frio): Relembrar com eles
como são as manhãs de inverno na região — o céu muito azul, a grama que às
vezes amanhece branquinha de geada e a neblina que cobre a rodovia BR-277
logo cedo.
- A
Conexão Humana: Conversar sobre como a alimentação muda
(sorvete e frutas no verão; sopa e pinhão no inverno).
III.
Fechamento (20 min)
- Atividade
Prática (O Relógio da Natureza): O professor distribui
uma folha com um círculo dividido em 4 partes (quadrantes), cada um com o
nome de uma estação. Os alunos devem desenhar a si mesmos e a paisagem ao
redor em cada quadrado, representando o que fariam ou vestiriam (ex: você
de casaco na árvore sem folhas no inverno; você de camiseta colhendo
flores na primavera).
- Síntese: "Hoje
nós descobrimos que a Terra dança ao redor do Sol e essa dança cria as
quatro estações do ano! Aprendemos que aqui no Paraná o inverno é frio de
verdade, o verão nos faz suar, o outono colore o chão de folhas secas e a
primavera — que começa hoje — enche a nossa Escola Nossa Senhora do Carmo
de novas cores e perfumes!"
- Reflexão
Final: "Olhando pela janela da nossa sala
agora, qual pista a natureza está nos dando sobre a estação do ano em que
estamos?"
💻 SUGESTÃO PARA LANÇAMENTO
NO RCO
- Conteúdo:
Ritmos da natureza e a organização do espaço e do tempo: as quatro
estações do ano e seus impactos no cotidiano local (EF02GE05_PR).
- Metodologia:
Aula expositivo-dialogada com suporte de objetos táteis e vestuários
sazonais; análise das características climáticas específicas da região
oeste do Paraná; associação entre fenômenos naturais (calor, chuva, geada)
e hábitos humanos; registro gráfico comparativo em quadrantes.
- Avaliação
Processual: Observação direta da capacidade dos alunos de
diferenciar as características físicas de cada estação do ano, avaliando o
reconhecimento das transformações da paisagem e a habilidade de
correlacionar o clima com as dinâmicas de vestuário e alimentação no
cotidiano regional.
DIA 23
DE SETEMBRO DE 2026 – QUARTA-FEIRA
1º ANO – A
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 1º ANO – EF I
DATA: 23/09/2026 (Quarta-feira)
HORÁRIO: 07:40 às 08:40
DURAÇÃO: 60 min
PLANO DE AULA: Minha Escola, Meu Lar de
Aprendizado: Quem Cuida de Mim e Onde Eu Vivo Minhas Histórias
"A escola é o primeiro
espaço público de socialização da criança. Para o aluno do 1º ano, compreender
que o espaço físico (as salas, o pátio, o refeitório) e as pessoas que nele
trabalham (diretores, merendeiras, zeladores e secretários) formam uma grande
engrenagem de cuidado e acolhimento é fundamental para construir a noção de
cidadania, pertencimento e respeito às regras de convivência. Aglutinar o
reconhecimento dos espaços com a identificação dos profissionais permite uma
aprendizagem orgânica e vivencial dentro da própria instituição."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
A Nossa
Escola por Dentro: Lugares e Pessoas Especiais!
- A
Sala de Aula: É onde nos reunimos com o professor para
aprender e fazer atividades.
- A
Secretaria e a Direção: Onde a diretora e as
secretárias organizam os papéis e cuidam de toda a escola.
- O
Refeitório: O lugar onde as merendeiras preparam e servem
o lanche gostoso.
- O
Pátio e a Quadra: Espaços para brincar, correr, fazer
Educação Física e ver os amigos.
- A
Biblioteca: A sala silenciosa onde moram as histórias e
os livros.
- Quem
Cuida da Escola: O zelador deixa tudo limpinho para nós. Todos
os trabalhadores da escola merecem nosso carinho e respeito!
1. Alinhamento Normativo
- Unidade
Temática: A escola e a diversidade de grupos sociais
inseridos nela.
- Objeto
de Conhecimento: A escola como espaço de convivência / As
diferentes formas de trabalho existentes na escola.
- Objetivos
de Aprendizagem (RCP): PR.EF01HI03.s.1.4 (Identificar e
valorizar os diferentes profissionais da escola, reconhecendo suas
funções) e PR.EF01HI04.s.1.6 (Identificar as funções dos diferentes
espaços da escola e as regras de convivência para cada um).
- Habilidade
Adaptada ao Contexto Local: Reconhecer os espaços
físicos e os profissionais da Escola Municipal Rural Nossa Senhora do
Carmo em Santa Tereza do Oeste através de uma vivência prática (visita
guiada), identificando a utilidade de cada ambiente e a importância do
trabalho de quem cuida do colégio.
- Habilidade
BNCC: (EF01HI03) Descrever e distinguir os
diferentes papéis sociais existentes na comunidade escolar e (EF01HI04)
Identificar as subatividades no ambiente escolar.
- Código
RCP: EF01HI03_PR / EF01HI04_PR
2. Cronograma da Aula (60
min)
I. Introdução e Preparação:
"O Trem dos Detetives" (10 min)
- O
professor reúne os alunos em uma roda e avisa que hoje eles não serão
apenas estudantes, mas "Detetives da Escola".
- O
professor explica as regras de convivência para a expedição pelos
corredores: caminhar em fila (formando um trenzinho), falar em voz baixa
para não atrapalhar as outras salas e dar "bom dia" com um
sorriso para cada trabalhador que encontrarem.
- Conceito:
Preparação para a observação direta do espaço e engajamento na empatia
social.
II. Desenvolvimento: Visita
Guiada "Quem Mora e O que se Faz Aqui?" (30 min)
O
professor conduz a turma pelos principais ambientes da Escola Nossa Senhora do
Carmo, parando em cada estação para conversar com os profissionais reais:
- Estação
1: Secretaria e Direção: Visita à sala da
diretora e secretários. Eles explicam brevemente que guardam as pastas com
os nomes de todos os alunos e cuidam do telefone e computadores.
- Estação
2: Refeitório e Cozinha: Parada no balcão da
Merenda Escolar. As merendeiras se apresentam, mostram os utensílios
grandes e explicam a importância de comer tudo para crescer forte.
- Estação
3: Pátio e Banheiros (Zeladoria): O professor aponta
para o chão limpo e apresenta o Zelador/Serviços Gerais. Conversam sobre a
lixeira e o dever dos alunos de ajudar a manter o chão limpo.
- Estação
4: Biblioteca e Quadra: Visita rápida para
reforçar as funções (ler e pesquisar / correr e jogar).
- Atividade
impressa:
III. Fechamento e Registro
Prático (20 min)
- Atividade
"Quem trabalha onde?": De volta à sala, o
professor distribui uma folha onde já existem desenhos simples dos espaços
(Cozinha, Secretaria, Sala de Aula). Os alunos devem ligar esses espaços
ou colar pequenas figuras/palavras que representam o profissional
correspondente (ex: Merendeira, Cozinha).
- Síntese: "Hoje
nós caminhamos pela nossa Escola Nossa Senhora do Carmo e descobrimos que
ela é imensa e cheia de corações! Vimos que a diretora cuida da papelada,
as merendeiras do papá gostoso, o zelador da limpeza e o professor das
tarefas. Cada cantinho tem uma regra e um profissional que trabalha com
amor para nos receber."
- Reflexão
Final: "Qual foi o lugar que vocês acharam
mais interessante conhecer de perto hoje?"
📜 COMPONENTE CURRICULAR:
GEOGRAFIA
TURMA: 1º ANO A – EF I
DATA: 23/09/2026 (Quarta-feira)
HORÁRIO: 08:40 às 09:40
DURAÇÃO: 60 min
PLANO DE AULA: O Guarda-Roupa do Tempo: O que Usar no Sol e na Chuva?
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
COMO O TEMPO MUDA O NOSSO
DIA?
• DIAS
DE SOL ☀️:
- ROUPAS:
USAMOS ROUPAS LEVES (CAMISETA, SHORTS, CHINELO).
- CUIDADOS:
BEBER MUITA ÁGUA, PASSAR PROTETOR E USAR BONÉ.
• DIAS
DE CHUVA 🌧️:
- ROUPAS:
USAMOS CASACO, CALÇA, CAPA E BOTA DE BORRACHA.
- PROTEÇÃO:
SAÍMOS DE CASA COM O GUARDA-CHUVA.
• ONDE
BRINCAR?
- NO
SOL: NO QUINTAL, NA PRAÇA E NO PARQUINHO DA
ESCOLA.
- NA
CHUVA: DENTRO DE CASA, NA SALA OU NA QUADRA COBERTA.
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "A Mala Maluca do Tempo"
- O
professor leva para a sala uma mochila ou mala pequena contendo alguns
objetos misturados: um óculos de sol, um boné, uma garrafa de água, um
guarda-chuva de criança e um casaco grosso.
- O
professor faz uma encenação lúdica: "Ai, meu Deus, olhei pela
janela hoje cedo em Santa Tereza do Oeste e não sabia se ia fazer um sol
de rachar ou cair um toró de chuva! Se eu abrir o guarda-chuva no meio de
um dia de sol azul, o que acontece? E se eu for brincar na chuva de
camiseta e descalço, o que pode acontecer com a minha saúde?"
- O
professor chama duas crianças à frente: uma deve segurar os
"acessórios do sol" e a outra os "acessórios da
chuva".
- Conceito:
Estimular a percepção imediata de causa e efeito entre o clima externo e a
resposta protetiva do nosso corpo através do vestuário.
II.
Desenvolvimento:
Conversa Geográfica e Sensorial:
O professor explica os seguintes pontos de forma dialogada e expressiva:
- Viva
o Sol! Mostrar que o sol é uma delícia para
brincar de correr, jogar bola e ir ao parquinho. Perguntar: "Quem
aqui lembra de beber água quando está correndo no calor?".
Explicar que o suor faz a água do corpinho ir embora e precisamos
"encher o tanque" de novo bebendo água da garrafinha. Mostrar a
importância do boné para proteger os olhinhos e a cabeça.
- Lá
vem a Chuva! Imitar o som da chuva
batendo nas mãos (estalar de dedos ritmado). Mostrar que a chuva é linda e
limpa a terra, mas molha a nossa roupa. Explicar o uso da capa de chuva e
das galochas para proteger os pés da lama no caminho da escola rural.
- Onde
se Esconder? Debater sobre os lugares seguros. "Dá
para brincar no escorregador molhado da praça?" Mostrar que nos
dias de chuva, as brincadeiras mudam para dentro de casa (tabuleiro,
desenho, blocos de montar, televisão) ou para a quadra coberta da escola,
protegendo todo mundo de ficar gripado.
- Atividade
impressa:
III. Fechamento:
- Síntese: "Hoje
nós descobrimos que somos os detetives do tempo! Aprendemos que o sol pede
roupas leves, boné e muita água para o corpo ficar feliz. E aprendemos que
a chuva avisa que é hora de abrir o guarda-chuva e procurar um lugar
coberto e quentinho para brincar. Assim, faça chuva ou faça sol, a gente
sempre se diverte com saúde!"
- Reflexão Final: "Olhem pela janela da nossa sala agora: o dia de hoje está pedindo para a gente usar boné e tomar muita água ou está pedindo para a gente abrir o guarda-chuva?"
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 4º ANO A – EF I
DATA: 23/09/2026
(Quarta-feira)
HORÁRIO: 09:40 às 10:40)
DURAÇÃO: 60 min
PLANO DE AULA: Terra à Vista: O Modo de Vida dos Povos Originários e o
Impacto do Choque Colonial
"Muito antes da
chegada dos navegadores europeus, as terras brasileiras e paranaenses já eram
povoadas por milhões de pessoas organizadas em centenas de povos indígenas.
Essas sociedades viviam em profunda harmonia com a natureza, tirando da terra o
seu sustento por meio de uma agricultura familiar e respeitosa, falando suas
próprias línguas e mantendo ricas tradições. No entanto, o ano de 1500 marcou o
início de um encontro que mudaria a história para sempre. O contato com os
colonizadores europeus gerou um forte choque cultural, misturando momentos de
alianças estratégicas com graves conflitos e um impacto profundo que
transformou para sempre a vida e a demografia das populações nativas."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Os Povos Originários e o Choque Colonial
• Relação com a Terra: Os indígenas não viam a terra como comércio, mas
como uma mãe. Praticavam a agricultura familiar (plantando mandioca, milho e
batata-doce) apenas para o sustento da aldeia, sem destruir a floresta.
• Diversidade Cultural: Antes de 1500, existiam milhões de indígenas no
Brasil, divididos em centenas de povos com línguas diferentes (como o Tupi e o
Guarani).
• O Encontro e o Choque: O contato com os europeus mudou tudo. No
início, houve trocas de mercadorias (escambo), mas logo começaram as disputas
pelas terras.
• Conflitos e Alianças: Alguns povos se aliaram aos portugueses contra
tribos inimigas; outros lutaram bravamente para defender suas florestas e suas
famílias.
• Impacto Demográfico: A população indígena diminuiu muito devido às
guerras, à escravidão e, principalmente, a doenças trazidas pelos europeus
(como a gripe e a varíola), contra as quais os nativos não tinham defesas
naturais.
• Nossa Realidade: No Paraná, a herança indígena está presente no nome
de rios, cidades e nos costumes. Os povos Kaingang e Guarani são exemplos de
comunidades que resistiram e vivem na nossa região oeste até hoje.
1.
Alinhamento Normativo
- Unidade
Temática: As grandes rotas de fixação e circulação
humana / O mundo da tecnologia e as transformações sociais.
- Objeto
de Conhecimento: Os povos indígenas e a relação com a natureza
/ O encontro entre povos: o início da colonização e seus desdobramentos.
- Objetivos
de Aprendizagem (RCP):
- PR.EF04HI11.s.4.15:
Analisar o modo de vida dos povos indígenas americanos antes da chegada
dos europeus, destacando sua diversidade cultural, linguística e a
relação sustentável com o meio ambiente.
- PR.EF04HI10.s.4.14:
Compreender as dinâmicas do contato entre as populações locais e os
colonizadores europeus, identificando formas de resistência, conflitos,
alianças e os impactos demográficos.
- Habilidade
Adaptada ao Contexto Local: Reconhecer a história
e a presença das populações indígenas originárias no território do Paraná
(especialmente na região oeste), identificando o impacto do processo
colonizador e valorizando a importância da preservação cultural e
territorial das comunidades remanescentes.
- Habilidade
BNCC: (EF04HI10) Analisar as diferentes
formas de percepção da natureza pelos povos indígenas e comunidades
tradicionais; e (EF04HI11) Analisar os movimentos de populações e
os encontros culturais ao longo da história.
- Código
RCP: EF04HI10_PR / EF04HI11_PR
2.
Cronograma da Aula (60 min)
I.
Desafio Inicial: "A Terra Sem Dono?" (15 min)
- O professor inicia a
aula mostrando aos alunos uma raiz de mandioca ou uma espiga de milho. "Quem
vocês acham que inventou o bolo de milho ou aprendeu a comer mandioca
primeiro? Se quando os portugueses chegaram aqui já existiam milhões de
pessoas morando, o Brasil foi 'descoberto' ou foi 'conquistado'?"
- O professor abre
espaço para as crianças debaterem sobre o conceito de que as praias e
florestas não estavam vazias, mas cheias de vilas, caminhos e plantações
indígenas.
- Conceito:
Desconstruir a visão de que o Brasil era uma terra desabitada e provocar a
percepção de que já existia uma sociedade organizada e produtiva aqui.
II.
Desenvolvimento (25 min)
Conversa Histórica:
O professor explica os seguintes pontos interligados utilizando um mapa mental
ou tópicos rápidos:
- A
Vida na Aldeia: Explicar como a terra era coletiva (ninguém
"comprava" um pedaço da floresta). Focar na agricultura familiar
de subsistência e no respeito à fauna e à flora. Citar a riqueza das
línguas nativas.
- Dois
Mundos se Encontram: Narrar o dia do primeiro contato.
Mostrar o estranhamento mútuo (as roupas pesadas dos portugueses versus as
pinturas corporais indígenas). Explicar o escambo (troca de espelhos e
machados pelo corte do Pau-Brasil).
- As
Armas Invisíveis (O Impacto Demográfico):
Explicar que o maior inimigo dos indígenas não foram apenas as espadas de
ferro, mas os vírus e bactérias. Uma simples gripe era mortal para quem
nunca tinha tido contato com aquela doença antes, dizimando aldeias
inteiras. Destacar que, mesmo assim, houve muita luta e resistência.
III.
Fechamento (20 min)
- Síntese: "Hoje
nós fizemos uma viagem no tempo para entender as nossas raízes.
Descobrimos que os povos originários tinham um jeito lindo e sustentável
de cuidar da terra. Aprendemos também que o encontro com os europeus foi
violento e trouxe grandes perdas para os nativos por causa de guerras e
doenças. Mas o mais importante é saber que a cultura deles não sumiu: ela
está nas nossas comidas, nas nossas palavras e na força dos povos
indígenas que continuam lutando por seus direitos aqui no Paraná."
- Reflexão
Final: "Mandioca, pipoca, jacaré, Paraná,
Cascavel... Você sabia que todas essas palavras vieram das línguas
indígenas? Quais outros costumes deles você acha que nós praticamos na
nossa casa até hoje?"
💻 SUGESTÃO PARA
LANÇAMENTO NO RCO
- Conteúdo: As
sociedades indígenas pré-coloniais e sua relação com o meio ambiente; O
contato colonial europeu: alianças, conflitos, resistência e impacto
demográfico na população nativa (EF04HI10_PR / EF04HI11_PR).
- Metodologia:
Aula expositivo-dialogada; problematização do termo
"descobrimento" versus "conquista"; análise conceitual
da relação indígena com a terra e da introdução de patógenos externos;
contextualização com a toponímia e presença indígena atual no Paraná.
- Avaliação
Processual: Avaliação contínua através do engajamento
oral e respostas dos estudantes, observando se compreendem o modo de vida
sustentável dos povos originários, se identificam os fatores que causaram
a redução demográfica nativa e se reconhecem as heranças indígenas no
cotidiano local.
📜 COMPONENTE
CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMA: 4º ANO A – EF I
DATA: 23/09/2026 (Quarta-feira)
HORÁRIO: (Inserir horário na sequência de História)
DURAÇÃO: 60 min
PLANO DE AULA: Os Degraus do Paraná: Descobrindo as Formas do Nosso
Relevo
"A superfície da Terra
não é totalmente retinha; ela é cheia de subidas, descidas, áreas altas e áreas
planas. Esse conjunto de formatos da superfície terrestre é o que chamamos de
relevo. No nosso dia a dia, podemos caminhar por planícies bem planas, subir
grandes planaltos ou observar depressões mais baixas que as terras ao redor. O
estado do Paraná tem um relevo muito especial e famoso na geografia, parecendo
uma grande escada que desce em direção ao interior. Conhecer os três planaltos
paranaenses nos ajuda a entender como as paisagens ao nosso redor foram
formadas e como nós nos adaptamos a esse chão para construir nossas cidades e
estradas."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
O Relevo e as Paisagens do Paraná
• O que é Relevo?: É o conjunto das diferentes formas da superfície do
nosso planeta (as subidas, descidas e planos do chão).
• As Três Formas Principais:
- Planalto:
Terra mais alta com superfícies irregulares (sofre desgaste do vento e da
chuva).
- Planície:
Terra mais plana e baixa, geralmente perto de rios ou do mar.
- Depressão: Uma
região mais inclinada e baixa do que as terras que estão ao redor dela.
• Os Três Planaltos do Paraná: O nosso estado parece uma grande escada de três degraus que começa no mar e vai descendo para o interior: - 1º Planalto (Curitiba): O degrau mais alto, logo depois de subir a Serra do Mar.
- 2º Planalto (Ponta Grossa): O degrau do meio, famoso por suas rochas de formatos curiosos (Vila Velha)
- 3º Planalto (Guarapuava / Oeste): O degrau mais longo e onde nós moramos! É rico em terra roxa e solo fértil para a agricultura.
- • Nossa Realidade: Santa Tereza do Oeste e Cascavel ficam localizadas bem no topo do 3º Planalto Paranaense. Por isso nossa região tem tantas ondulações (morros e vales de rios) e um solo excelente para o plantio.
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "A Escada Gigante do Paraná":
- O professor inicia a
aula empilhando três livros de tamanhos diferentes na mesa, formando três
degraus bem nítidos: "Se o nosso estado fosse uma casa, ele não
teria um chão retinho. Ele pareceria uma escada gigante com três degraus!
Quando nós viajamos de carro em direção à praia (Curitiba e Litoral), nós
estamos subindo ou descendo essa escada? Em qual desses degraus nós
estamos pisando agora aqui na escola?"
- O professor abre
espaço para as crianças compartilharem memórias de viagens de carro onde
sentiram o ouvido "tampar" ao subir ou descer a serra.
- Conceito:
Provocar a percepção tátil e visual de que a altitude do relevo muda
conforme nos deslocamos pelo território paranaense.
II.
Desenvolvimento:
Conversa Geográfica:
O professor explica os seguintes pontos interligados usando desenhos simples no
quadro:
- Desenhando
o Relevo: Explicar de forma lúdica a diferença visual
entre planalto (chapéu alto), planície (chão liso) e depressão (buraco ou
rampa).
- A
Grande Escada Paranaense: Mostrar no mapa do
Paraná (ou desenhando o perfil do estado) os três degraus partindo do
Litoral em direção ao Rio Paraná (Foz do Iguaçu).
- O
Nosso Degrau (O 3º Planalto): Focar na explicação
do Terceiro Planalto (Planalto de Guarapuava ou Basáltico). Contar que o
chão sob os nossos pés foi formado há milhões de anos por lavas de vulcões
antigos, o que resultou nas nossas terras roxas e nos morros ondulados que
vemos ao olhar pela janela da sala de aula ou no campo.
III. Fechamento:
- Síntese: "Hoje
nós aprendemos a olhar para o chão com olhos de geógrafo. Descobrimos que
o relevo são as formas que a Terra tem e que o Paraná é famoso por sua
estrutura em três grandes planaltos que parecem degraus. Descobrimos
também que nós moramos no 3º Planalto, um lugar alto, ondulado e com uma
terra maravilhosa para plantar o alimento que abastece a nossa
região."
- Reflexão
Final: "Quando você anda pelas ruas de Santa
Tereza do Oeste ou vai para a área rural, você encontra mais ruas retinhas
e planas como uma mesa ou muitas subidas e descidas de morros? Como o
nosso relevo influencia o seu caminho diário?"
