2º ANOS A e B
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMAS: 2º
ANO A e 2º ANO B – EF I
DATA: 08/09/2026 (Terça-feira)
PLANO
DE AULA: A Convivência no Lar: Respeito Mútuo e o
Poder do Diálogo
"Compreender a dinâmica das relações familiares permite ao aluno do 2º ano reconhecer-se como sujeito de direitos e deveres em seus grupos de convívio mais próximos: a casa e a escola. A convivência diária entre diferentes gerações (crianças, adultos e idosos) exige o exercício constante do respeito mútuo e a compreensão do espaço do outro. Ao analisar pequenos conflitos do cotidiano e perceber que desentendimentos são naturais, mas devem ser resolvidos pela fala e pela escuta, o estudante desenvolve a empatia e a cidadania prática. Esse aprendizado fortalece a percepção de que as regras de convivência e o diálogo são ferramentas históricas e sociais fundamentais para a harmonia coletiva."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Usar para explicar: "Conflitos acontecem, mas não precisamos brigar. Nossa regra de ouro: Parar, Pensar e Conversar!" Pedir para os alunos observar o cartaz atrás da professora: PARE - PENSE - CONVERSE, é exatamente a estratégia que devemos ter sempre!4
1. Cronograma da Aula (60 min)
I. Desafio Inicial: "O Semáforo do Lar e a História do Videogame" (15 min)
- O
professor inicia a aula mostrando três círculos de cartolina nas cores de
um semáforo (Vermelho, Amarelo e Verde) e lança uma situação-problema
real: "Imaginem que o Joaquim está na sala jogando videogame com o
som muito alto. No quarto ao lado, a mãe dele está tentando trabalhar e o
avô dele, que é idoso, está com dor de cabeça e precisa descansar. A mãe e
o avô pedem para ele abaixar o som, mas o Joaquim fica bravo, bate o pé e
começa a gritar."
- Pergunta
disparadora: "O Joaquim está respeitando o direito do avô de
descansar e da mãe de trabalhar? Se eles apenas brigarem e gritarem, o
problema vai sumir? Como as cores desse semáforo podem ajudar essa família
a se entender?"
- Conceito: Estimular os alunos a perceberem que cada
membro da casa tem direitos (idosos ao descanso, adultos ao trabalho,
crianças ao lazer), mas que o respeito mútuo deve guiar as ações para
evitar que o espaço de um fira o do outro.
II. Desenvolvimento (25 min)
Conversa
Histórica:
O professor explica os seguintes eixos conceituais na roda:
- O
Respeito às Gerações: Mostrar que uma casa ou escola reúne
pessoas de idades e tempos diferentes. Explicar o papel e a importância de
respeitar os idosos (avós), os adultos (pais/professores) e as crianças,
garantindo o bem-estar de todos.
- A
Natureza dos Conflitos: Explicar de forma
natural que pequenos desentendimentos (pelo controle da TV, pelo brinquedo
emprestado, pela vez na fila) acontecem em qualquer grupo humano. O
conflito não é o problema, mas sim a forma como reagimos a ele.
- A
Ferramenta do Diálogo: Apresentar a técnica do "Semáforo
da Convivência":
- 🔴 Vermelho
(PARE): Quando a raiva ou a vontade de gritar/bater aparecer, pare
imediatamente.
- 🟡 Amarelo
(PENSE): Pense em como o outro está se sentindo e qual é o direito
dele.
- 🟢 Verde
(CONVERSE): Use o diálogo. Converse com voz calma, explique o que
sente e escute o outro.
- Atividade Impressa:
III. Fechamento (20 min)
- Síntese: "Hoje
aprendemos que viver junto exige respeito. Os idosos têm o direito ao
sossego, os adultos ao respeito em suas tarefas e vocês, crianças, ao
cuidado e ao carinho. Quando um conflito aparecer, seja em casa ou aqui no
nosso 2º ano, já sabemos usar o nosso superpoder: o diálogo. Conversar
resolve o que o grito só piora."
- Reflexão Final / Missão do Historiador do Lar: "Hoje, a missão de vocês em casa será observar a convivência. Vocês vão escolher um momento da noite para dar um abraço em quem mora com vocês e dizer: 'Obrigado por cuidar de mim!'. Se houver qualquer desentendimento, vocês serão os 'Guardas do Semáforo' e vão propor: 'Vamos conversar na cor verde?".
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📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMAS: 2º ANO A e 2º ANO B – EF I
DATA: 08/09/2026 (Terça-feira)
PLANO
DE AULA: Os Trabalhadores do Nosso
Bairro: Serviços, Saúde e Segurança
"Compreender a divisão do trabalho e a variedade de profissões permite ao aluno do 2º ano reconhecer como a sociedade se organiza para atender às necessidades básicas de consumo, convivência, saúde e proteção no espaço vivenciado. Ao analisar o papel dos profissionais do dia a dia (padeiro, coletor de lixo, comerciante) junto aos agentes de segurança e saúde (bombeiros, médicos, guardas de trânsito), o estudante desenvolve a percepção de interdependência social. Esse estudo valoriza o trabalho humano como elemento transformador do espaço urbano e rural de Santa Tereza do Oeste, despertando a empatia, o respeito aos servidores públicos e a cidadania ativa desde a infância."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Usar para explicar: Cada
profissão no lugar certo. "Olha a padaria, o mercado, quem limpa a rua,
quem cuida da saúde e da segurança. Todos na mesma rua, igual nosso
bairro!"
Usar para fechar a ideia
principal: "Se tirar uma peça, o coração não fica completo. Se tirar um
trabalhador, nosso bairro não funciona! Todo trabalho é importante!"
1. Alinhamento Normativo:
- Unidade
Temática: Mundo do trabalho.
- Objeto
de Conhecimento: Tipos de trabalho em lugares e tempos
diferentes.
- Objetivos
de Aprendizagem (RCP): PR.EF02GE06.s.2.1 (Reconhecer as
diferentes profissões presentes no bairro e na comunidade local,
identificando suas funções no cotidiano) e PR.EF02GE06.a.2.3
(Identificar e valorizar o trabalho dos profissionais que atuam nos
serviços de saúde, segurança e organização do espaço público,
compreendendo sua importância para o bem-estar coletivo).
- Habilidade
Adaptada ao Contexto Local: Identificar o papel
das diferentes profissões que movimentam o comércio, os serviços
essenciais, a segurança e a saúde pública no município de Santa Tereza do
Oeste, estimulando o respeito e a valorização desses trabalhadores na
rotina local.
- Habilidade
BNCC: (EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a
diferentes tipos de atividades sociais (humanas) e de trabalho tomadas
como referência no lugar onde vive.
- Código
RCP: EF02GE06_PR
2. Cronograma da Aula (60
min)
I. Desafio Inicial: "Quem Sou Eu? Os Protetores e Construtores do Bairro" (15 min)
- O
professor inicia a aula fazendo um jogo de adivinhas rápidas utilizando
mímicas ou pequenos objetos/imagens (um jaleco, um chapéu de bombeiro, um
pãozinho de brinquedo, um apito).
- Perguntas
disparadoras:
- "Acordo
de madrugada para deixar o pão quentinho na padaria do bairro. Quem sou
eu?" (O padeiro)
- "Uso
uma roupa com faixas que brilham e recolho os sacos para deixar nossa rua
limpa. Quem sou eu?" (O coletor de lixo)
- "Se
houver uma emergência médica ou um incêndio, quem nós devemos chamar
correndo?" (Médicos/Enfermeiros e Bombeiros).
- Conceito:
Estimular a percepção de que a vida no bairro depende de uma rede de
profissionais e que cada um desempenha uma função vital para a
sobrevivência e o bem-estar de todos.
II. Desenvolvimento (25 min)
Conversa
Geográfica:
O professor explica os seguintes eixos conceituais na roda:
- Os
Profissionais do Dia a Dia: Destacar os
trabalhadores que atendem às nossas necessidades de consumo e higiene.
Conversar sobre como seria o bairro sem o mercado/comerciante e sem o
coletor de lixo (lixeiro).
- Os
Guardiões da Comunidade: Explicar as
profissões focadas em salvar vidas e organizar o espaço. Discutir o papel
do médico/enfermeiro nos postos de saúde locais, do policial e bombeiro na
segurança, e do guarda de trânsito na prevenção de acidentes.
- Valorização
do Trabalho: Enfatizar que não existe profissão mais
importante que a outra. O trabalho do coletor de lixo é tão fundamental
para a saúde do bairro quanto o do médico no hospital.
- Atividade
Impressa:
- Síntese: "Hoje
vimos que nosso bairro em Santa Tereza do Oeste funciona como um grande
time. O padeiro alimenta, o comerciante vende, o coletor limpa, o policial
e o guarda protegem e os profissionais da saúde curam. Todos merecem nosso
respeito e um 'muito obrigado' pelo seu trabalho."
- Reflexão Final / Missão do Geógrafo Mirim: "Hoje, a tarefa de vocês no caminho de volta para casa ou ao sair na rua será observar: quantos trabalhadores diferentes vocês conseguem ver trabalhando no bairro? Amanhã vamos listar essas profissões no quadro!"
DIA 02 DE SETEMBRO DE 2026 – QUARTA-FEIRA
1º ANO - A
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 1º ANO A – EF I
DATA: 09/09/2026 (Quarta-feira)
PLANO
DE AULA: Jeitos de Aprender: As Crianças
nas Famílias Indígenas e Quilombolas
"Compreender a pluralidade das organizações familiares permite ao aluno do 1º ano reconhecer e respeitar a diversidade cultural presente em seu estado. A infância e os modos de aprender não são iguais para todos. Ao investigar o cotidiano das crianças indígenas e quilombolas do Paraná — percebendo como elas convivem com a natureza, escutam as histórias dos mais velhos e participam das tarefas comunitárias —, o estudante estabelece relações de semelhança e diferença com a sua própria rotina familiar. Esse resgate histórico e antropológico combate preconceitos, fortalece a identidade paranaense e valoriza a transmissão oral de saberes tradicionais."
📝 PARA EXPLICAR NO QUADRO
FAMÍLIAS INDÍGENAS E QUILOMBOLAS
Usar para mostrar a diferença com carinho e sem estereótipo. Em cima a família indígena na roda de histórias ao redor da fogueira, embaixo a família quilombola cuidando da horta. Dá para apontar: "Olha, os dois aprendem com os avós!"
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "A
Escola da Floresta e da Terra"
- O
professor inicia a aula mostrando duas imagens grandes ou desenhos
simples: uma criança indígena tomando banho de rio ou colhendo milho, e
uma criança quilombola em uma roda de capoeira ou ouvindo histórias de uma
senhora idosa.
- Perguntas
disparadoras: "Olhem para essas fotos de crianças que vivem aqui
mesmo no nosso Paraná. Elas não estão dentro de uma sala de aula de
tijolos como a nossa nessas fotos. O que vocês acham que elas estão
aprendendo? Quem são os professores delas nesses momentos?"
- Conceito:
Estimular a percepção de que, nas comunidades tradicionais, a vida, o
trabalho diário, as brincadeiras e o contato com os mais velhos são a
principal forma de escola e transmissão da história daquele povo.
II. Desenvolvimento
Conversa
Histórica:
O professor faz uma roda no tapete e explica os seguintes eixos culturais:
- As
Crianças Indígenas (Ex: Kaingang ou Guarani no PR):
Mostrar que elas vivem muito próximas à natureza. Aprendem a observar os
animais, a fazer artesanato com taquara e argila, e a respeitar os anciãos
(os mais velhos da tribo), que contam histórias sagradas sobre o
surgimento do mundo.
- As
Crianças Quilombolas: Explicar que quilombolas são
descendentes de africanos que formaram comunidades fortes (quilombos). As
crianças aprendem sobre a riqueza de sua cultura através da música (como o
tambor), das danças, da culinária com a terra e do respeito profundo à ancestralidade
e ao trabalho coletivo.
- Semelhanças
e Diferenças: Mostrar que embora as roupas, as casas e os
costumes sejam diferentes dos nossos, as crianças indígenas e quilombolas
são como eles: sentem medo, gostam de carinho, ajudam suas famílias e
adoram brincar.
- Atividade
Impressa:
III. Fechamento:
- Síntese: "Hoje
nós viajamos pelo Paraná e conhecemos as crianças indígenas e quilombolas.
Vimos que o jeito de viver e aprender em família pode mudar, mas o amor, o
respeito aos mais velhos e o cuidado com a terra são importantes em todas
as famílias do mundo."
- Reflexão Final / Mensagem dos Povos: "Hoje, quando vocês virem um adulto mais velho da família de vocês (pode ser a mãe, o pai ou os avós), tentem fazer o que as crianças indígenas fazem: fiquem bem quietinhos por cinco minutinhos e peçam: 'Você pode me contar uma história de quando você era criança?'. Ouvir os mais velhos é guardar a nossa história!"
📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMAS: 1º ANO A – EF I
DATA: 09/09/2026 (Quarta-feira)
PLANO
DE AULA: Organizando Nosso Espaço:
Trabalho e Cooperação na Sala de Aula
"Compreender a sala de aula como um espaço coletivo permite ao aluno do 1º ano desenvolver as primeiras noções de organização espacial, pertencimento e cidadania. A escola é um lugar de vivência compartilhado por diferentes pessoas. Ao identificar a necessidade de regras de convivência e assumir pequenas tarefas diárias — como a função de ajudante do dia e a organização dos lápis —, o estudante percebe como a divisão de trabalho e a cooperação mútua transformam e mantêm o ambiente seguro, limpo e agradável. Essa prática constrói a base para o entendimento de como a sociedade se organiza para cuidar dos espaços públicos locais."
📝 PARA EXPLICAR NO QUADRO
1. Cronograma da Aula:
I. Desafio Inicial: "A Missão do Detetive Bagunça" (15 min)
- O
professor inicia a aula de forma lúdica. Antes dos alunos entrarem (clique
aqui para preparar o espaço), o professor deixa alguns lápis de cor
espalhados pelo chão, uma cadeira fora do lugar e um livro aberto de cabeça
para baixo na mesa.
- O
professor chama a atenção da turma: "Olhem só para o nosso espaço!
O Detetive Bagunça passou por aqui. Se nós deixarmos a nossa sala assim,
vai ser fácil encontrar o material para desenhar? Alguém pode tropeçar no
caminho? Como podemos resolver esse problema bem rápido trabalhando
juntos?"
- O
professor cronometra 1 minuto no relógio e desafia a turma a organizar o
espaço coletivamente.
- Conceito:
Demonstrar geograficamente que a organização de um espaço depende da ação
coletiva (cooperação) e do trabalho coordenado de quem habita esse lugar.
II. Desenvolvimento (25 min)
Conversa
Geográfica:
O professor faz uma roda no tapete e explica os seguintes eixos conceituais de
organização espacial:
- A
Sala de Aula como Espaço de Vivência: Mostrar que a sala é
um lugar público, diferente da nossa casa, onde dividimos o espaço e as
coisas com muitas pessoas.
- A
Divisão do Trabalho na Escola: Explicar que para a
escola funcionar, existem vários trabalhadores (diretora, merendeira,
zeladora, professor). E na sala de aula, as crianças também têm o seu
trabalho de organização:
- O
Ajudante do Dia (organização das filas e apoio nas tarefas);
- O
Protetor dos Lápis (zelar pelos materiais coletivos de desenho);
- O
Guardião do Chão (manter o espaço limpo e livre de perigos).
- Impacto
da Cooperação: Mostrar que quando não cooperamos, o espaço
fica feio e perigoso. Quando cooperamos, o lugar fica alegre e produtivo.
- Atividade
Impressa:
III.
Fechamento:
- Síntese: "Hoje
nós descobrimos que a nossa sala de aula é um espaço muito especial que
pertence a todos nós. Para que ela seja um lugar gostoso de estudar e
brincar, precisamos trabalhar em equipe. Pequenas ações, como jogar o lixo
no cesto e guardar os lápis, mostram que somos grandes cuidadores do nosso
espaço!"
- Reflexão Final / Painel Geográfico da Sala: "Para fechar nossa aula, vamos montar o nosso 'Quadro dos Cuidadores do Espaço'. A partir de amanhã, o crachá de ajudante circulará pela sala para que todos exerçam essa missão!"
-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-
4º ANO - A
📜 COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA
TURMA: 4º ANO A – EF I
DATA: 09/09/2026 (Quarta-feira)
PLANO DE AULA: Partir por Escolha ou por Necessidade?
Migrações Voluntárias e Forçadas.
"Compreender os fluxos
migratórios permite ao aluno do 4º ano reconhecer a formação da sociedade como
um processo dinâmico, composto por encontros de culturas e histórias de vida
diversas. Os deslocamentos humanos não ocorrem pelos mesmos motivos; há uma
diferença crucial entre os deslocamentos voluntários (busca por emprego,
estudos e melhores condições de vida) e os deslocamentos forçados (motivados
por guerras, secas extremas, desastres naturais ou perseguições). Ao analisar
essas motivações, o estudante desenvolve a empatia histórica, compreende o
conceito de refugiado e percebe como as migrações passadas e presentes moldaram
a população do Paraná e do seu próprio município."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Movimentos Migratórios: Voluntários e Forçados
- Migração: É o
movimento de pessoas que saem de seu lugar de origem para viver em outra
região ou país.
- Deslocamento
Voluntário: Acontece por livre escolha. As pessoas mudam
buscando novas oportunidades de trabalho, estudo ou para ficar perto da
família.
- Deslocamento
Forçado: Acontece quando as pessoas são obrigadas a
fugir de sua terra natal para salvar suas vidas.
- Causas
Forçadas: Guerras, perseguições políticas ou
religiosas, secas extremas, fome e desastres naturais.
- Refugiados: São
as pessoas que foram forçadas a deixar seu país devido a conflitos ou
violações de direitos humanos. Elas precisam de acolhimento e respeito!
1. Cronograma da Aula
I. Desafio Inicial: "A
Mala de Viagem Extrema"
- O
professor inicia a aula mostrando dois cenários desenhados ou projetados
no quadro:
- Cenário
A: Uma família arrumando as malas com calma,
escolhendo roupas, tirando fotos de despedida e sorrindo. Eles receberam
uma proposta de emprego incrível em outra cidade.
- Cenário
B: Uma família correndo à noite, com barulhos
de tempestade ou sirenes ao fundo, levando apenas o que cabe em uma
mochila pequena para salvar suas vidas.
- Perguntas
disparadoras: "Qual dessas famílias escolheu se mudar por vontade
própria? Qual delas foi obrigada a fugir para sobreviver? Se vocês
tivessem apenas 5 minutos para fugir de casa para sempre e pudessem levar
apenas uma mochila, o que colocariam dentro dela?"
- Conceito:
Despertar a empatia imediata e a distinção clara entre migrar por
oportunidade (desejo) e migrar por sobrevivência (forçado).
II. Desenvolvimento
Conversa
Histórica:
O professor explica os seguintes eixos conceituais:
- A
Migração Voluntária (Por que mudar?): Mostrar que muitos de
nossos avós ou pais vieram para o oeste do Paraná voluntariamente. Eles
queriam comprar terras, abrir comércios ou trabalhar na agricultura. Eles
planejaram a viagem.
- A
Migração Forçada (A dor da partida): Explicar que,
infelizmente, ao longo da história e hoje em dia, muitas pessoas sofrem
com deslocamentos forçados. Apresentar exemplos históricos e atuais:
- Guerras
e Conflitos: Países onde é perigoso ficar na rua (ex:
Síria, Ucrânia).
- Fatores
Climáticos: Grandes secas onde a terra não produz nenhum
alimento ou grandes enchentes.
- O
Estatuto dos Refugiados: Apresentar a palavra
"Refugiado". Explicar que essas pessoas deixam tudo para trás
(casa, brinquedos, amigos, profissão) e precisam ser recebidas com
dignidade, solidariedade e respeito no país de destino.
- Produção coletiva: Montar pequenos grupos e desenvolver a atividade abaixo.
III.
Fechamento
- Síntese: "Hoje aprendemos que migrar é um direito humano, mas as razões para isso são bem diferentes. Enquanto uns mudam buscando um sonho (voluntário), outros mudam fugindo de um pesadelo (forçado). Conhecer essas histórias nos ajuda a ser cidadãos mais acolhedores com quem vem de fora."
📜 COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
TURMA: 4º ANO A – EF I
DATA: 09/09/2026 (Quarta-feira)
PLANO DE AULA: Cartografia das Migrações:
Os Caminhos dos Deslocamentos Humanos
"Compreender a espacialidade dos fluxos migratórios permite ao aluno do 4º ano analisar como os deslocamentos populacionais transformam as paisagens, as fronteiras e a demografia de um lugar. Sob a ótica da Geografia, os deslocamentos voluntários e forçados criam rotas e conexões entre diferentes regiões do planeta (países de origem e países de destino). Ao mapear esses fluxos e estudar os fatores geográficos de repulsão (como áreas de seca e zonas de conflito) e de atração (como polos econômicos e cidades acolhedoras), o estudante desenvolve o raciocínio espaço-temporal e compreende o papel das migrações na organização do espaço geográfico mundial e paranaense."
📝 PARA COPIAR DO QUADRO
Geografia
das Migrações: Linhas de Partida e Chegada
- Espaço
Migratório: Toda migração envolve um lugar de saída
(origem) e um lugar de chegada (destino).
- Fatores
de Repulsão (Saída Forçada): São os problemas
geográficos que obrigam as pessoas a saírem de um lugar: secas extremas,
falta de água, terremotos ou guerras no território.
- Fatores
de Atração (Chegada Voluntária): São as
características do lugar que atraem as pessoas: solos férteis, empregos
nas indústrias, paz e segurança.
- Fronteiras
e Barreiras: Nem sempre mudar de um lugar para o outro é
fácil; os migrantes cruzam fronteiras, mudam de clima e precisam se
adaptar a novas paisagens urbanas ou rurais.
1. Cronograma da Aula
I. Desafio Inicial: "O Jogo das Setas de Partida e Chegada" (15 min)
- O
professor explica no quadro com dois círculos grandes afastados um do outro.
Um círculo se chama "País X" e o outro "País
Y".
- O
professor conceitua:
- No País
X (ZONA DE REPULSÃO): com Falta de Água/Seca, Falta
de Emprego, Guerra.
- No País
Y (ZONA DE ATRAÇÃO): com Escolas e Hospitais, Paz,
Indústrias/Empregos.
- O
professor exemplifica fazendo referência de uma grande seta saindo de X para Y e pergunta: "Geograficamente,
por que as pessoas estão se movendo nessa direção? O que o território Y
tem que o território X perdeu?"
- Conceito:
Fazer o aluno visualizar o movimento migratório como um fluxo espacial
direcionado por fatores geográficos de expulsão e atração.
II. Desenvolvimento (25 min):
Conversa Geográfica:
O professor explica os seguintes eixos conceituais espaciais:
- Fatores
de Repulsão Territorial (O Deslocamento Forçado):
Explicar como a geografia física afeta a vida. Uma região onde o clima
mudou e não chove mais (seca extrema) expulsa as pessoas porque a terra
não produz. Um território em guerra destrói as estradas, as casas e as
escolas.
- Fatores
de Atração Territorial (O Deslocamento Voluntário):
Mostrar como as cidades e estados planejados atraem pessoas. O oeste do
Paraná atraiu muita gente no passado por causa da terra roxa fértil para
plantio. Hoje, as cidades industrializadas atraem pessoas que buscam
trabalho urbano.
- A
Mudança na Paisagem: Explicar que quando muitos migrantes
chegam a um lugar, o espaço geográfico muda: constroem-se novas casas,
bairros aumentam, novas culturas e comércios aparecem.
- Atividade
Impressa:
III. Fechamento (20 min)
- Síntese: "Hoje
nós olhamos para as migrações como caminhos no mapa. Descobrimos que a
Geografia nos ajuda a entender por que um lugar 'expulsa' pessoas
(forçado) e por que outro lugar 'atrai' pessoas (voluntário). Mudar de
lugar transforma tanto a terra que ficou para trás quanto a terra que
recebe os novos moradores."
- Reflexão Final / Desenhando o Caminho: "Para encerrar, olhem para o trajeto que vocês fazem de casa até a escola. É um deslocamento diário curto. Imaginem o tamanho do trajeto de alguém que cruza um oceano ou um país inteiro para morar aqui.

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